Black Friday: reclamações cresceram 45% ante 2019

Data neste ano teve mais reclamações, mais venda por e-commerce e mais inserções no rádio e na TV.

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Neste ano, o número de reclamações relacionadas à Black Friday cresceu. No comparativo com o mesmo período do ano passado a taxa subiu para 45%. Ao todo, foram 4.850 queixas entre 12h de quarta-feira (25) e às 6h desta sexta-feira (27). Os dados são do Reclame Aqui. Já outro estudo, da plataforma de moment marketing TunAd, sobre inserções de Black Friday comparando 2019 e 2020, mostra 115 marcas com 563 criativos diferentes veiculados 52.608 vezes. Segundo o levantamento, houve crescimento de 60% em relação ao mesmo período de 2019, quando 76 marcas anunciaram 216 criativos diferentes veiculados 32.559 vezes. Além disso, o estudo aponta que metade dos criativos vai ao ar no aquecimento da data e os outros 50% das inserções vão ao ar nas 48 h da Black Friday.

Quando comparados com o mesmo intervalo de 2019, esses dados demonstram que o período de aquecimento deste ano registra 42% mais inserções, 270% mais criativos – incluindo merchans – e esteve presente em 45% mais emissoras. No ano passado, o estudo retratou 47 marcas com 118 criativos diferentes, que foram exibidos 20.531 vezes.

Entre os maiores anunciantes na TV está a Shopee, plataforma de comércio eletrônico. A marca está presente em 38 emissoras e apresentou um total de 5.284 inserções; seguida por SumUp, com 34 emissoras e 5.184 veiculações. Riachuelo, Ame Digital, Obabox e Submarino também se destacaram. No rádio, o maior anunciante foi o Banco do Brasil, presente em 159 emissoras com 3.578 inserções; seguido por Uninassau, com 32 emissoras e 1.493 inserções. Casas Bahia, Ferreira Costa, Estácio e Lojas Cem também estão entre as principais marcas.

Outro dado importante do estudo é a constatação do aumento dos investimentos para a Black Friday pelo país. Embora São Paulo ainda concentre os recursos, o levantamento demonstra maior esforço publicitário em outras regiões na comparação com 2019. Veja o Mapa de Calor.

O estudo tem como base as veiculações nacionais, mercado Grande São Paulo, TV Aberta e TV a Cabo e considera o volume de inserções (não ponderadas por audiência ou secundagem).

Outro levantamento, da plataforma de análise de dados AppsFlyer, apontou que os aplicativos de compras são cada vez mais as estrelas da Black Friday no Brasil. Somente neste mês de novembro, os 70 principais aplicativos de comércio eletrônico no país receberam incríveis 45 milhões de instalações, segundo levantamento inédito da AppsFlyer, maior plataforma de análise de dados e engajamento de aplicativos em todo o mundo. Dentre os países avaliados pela AppsFlyer neste estudo, o Brasil foi de longe o país com maior número de instalações, chegando a 50% mais instalações do que os 70 maiores aplicativos de compras dos EUA – segundo colocado com 30 milhões de instalações.

Ao longo deste atípico ano, aplicativos em todo o mundo vivenciaram elevadas taxas de crescimento de instalações e uso. Com o isolamento social, os consumidores brasileiros adotaram de vez os aplicativos, e em junho, o país apresentou a maior taxa de crescimento no mundo, com aumento de 55% no número de instalações se comparados com o período pré-pandemia. Em julho deste ano, o crescimento de investimentos com publicidade para aplicativos subia 50%. Este resultado fez com que 2020 se tornasse o ano dos aplicativos, comparando o período de janeiro a novembro de 2019, com o mesmo período de 2020, o aumento de receita com vendas em aplicativos de e-commerce foi de 103%, um salto em um mercado com expectativas de crescimento de dois dígitos.

As vendas pelos aplicativos também foram maiores. Comparada com a Black Friday de 2019, a Black Friday 2020 teve aumento de 72% em vendas por aplicativos no Brasil. Comparada a uma semana normal, as vendas da semana da Black Friday 2020 foram 650% maiores, e a receita por instalação obtida na Black Friday foi 330% maior que uma semana comum. As pessoas também aumentaram seus gastos na Black Friday. 2020 os consumidores gastaram por compra 5% a mais que 2019.

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