Depois de 60 dias com as portas fechadas, comerciantes da cidade encerram a semana de flexibilização com boas expectativa de aumento de vendas para os próximos dias.

Segundo o presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, as vendas ainda estão abaixo do esperado mas a reabertura, mesmo com restrições e horário reduzido, é motivo de comemoração e já marca um grande recomeço.

“Na segunda-feira o movimento foi muito intenso mas depois seguiu instável. Acreditamos que o excesso de gente nas ruas no primeiro dia foi uma mistura de euforia, pelo cansaço do isolamento, com a necessidade de adquirir determinados produtos que a pessoa não conseguiu comprar pela internet”, explica. “Ainda observamos filas na frente de lojas mas é justamente porque os comerciantes estão cumprindo os protocolos, que limitam a entrada e permanência de pessoas a 20% da capacidade do estabelecimento”.

O empresário André Monroe, da La Traviata Calçados, diz que diante do cenário, do horário reduzido e do medo da população em se contaminar com o coronavírus, a semana de reabertura foi positiva.

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“Tivemos uma queda de 40% no faturamento em relação ao mesmo período de 2019”, diz. “Considerando todos estes fatores, a queda é natural”. Segundo ele, os produtos mais vendidos foram tênis adulto e infantil, meias e botas casuais.

A vendedora da Requinte, Kethilyn Angele de Queiroz, disse que o movimento foi mais intenso na segunda-feira. Nos dias seguintes ficou instável. “Para quem estava fechado, está ótimo e melhor do que a gente esperava”.

A gerente da loja Amor Collection, Paula Pinheiro Pompeu, observou que o maior movimento está nas ruas e não dentro das lojas. “Infelizmente as vendas ficaram abaixo do esperado mas estamos na confiança de dias melhores”.

A abertura do comércio de rua não essencial foi permitida na última segunda-feira, com jornada reduzida de funcionamento, disposta entre 9h30 e 15h30, de segunda a sábado. Nos shoppings o horário é das 14h à 20h, também de segunda a sábado.

“É importante que os lojistas sigam os protocolos de saúde e o horário determinado de funcionamento”, diz Mark. “Também precisamos da participação efetiva da população no cumprimento de protocolos, usando máscaras e evitando aglomerações.”

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