Técnicos da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) descartaram risco de rompimento da barragem da usina PCH (Pequena Central Hidrelétrica), na represa do Salto Grande, em Americana. Os profissionais estiveram na cidade duas vezes nos últimos dois anos para vistoriar a estrutura. A barragem foi elencada entre as 45 que mais preocupam autoridades no País, segundo relatório da ANA (Agência Nacional das Águas) divulgado em novembro de 2018, mas com dados de 2017 – o estudo aponta 24.092 barragens cadastradas no País.

O relatório leva em conta dados dos próprios fiscalizadores, ou seja, no caso da barragem de Americana, a Aneel. Nesta segunda-feira, porém, a assessoria de imprensa da empresa informou que funcionários da agência estiveram na cidade duas vezes nos dois últimos anos e descartaram a possibilidade de rompimento.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Barragem foi elencada entre as 45 que mais preocupam autoridades no País

No estudo da ANA, a barragem havia sido classificada na categoria de risco A (considerado alto). Segundo a CPFL Renováveis, que administra a represa, a barragem foi reclassificada para a categoria de risco B neste mês (considerado médio). A chance de rompimento da barragem da PCH é “extremamente baixa”, segundo a CPFL Renováveis.

Diferente do que ocorreu em Brumadinho (MG), onde uma barragem de rejeitos de minério rompeu e matou 65 pessoas, em Americana a estrutura é usada para produzir energia elétrica em pequena quantidade. Por isso, é fiscalizada pela Aneel. De acordo com a CPFL Renováveis, a usina em Americana atende os requisitos legais e parâmetros de seguranças estabelecidos pelas autoridades.

Em janeiro de 2017, a empresa entregou ao município o Plano de Ação de Emergência, que informa os procedimentos técnicos a serem adotados em situações de emergência. Naquela época, a Defesa Civil do município informou que não havia bairros próximos que poderiam ser afetados – o prejuízo, afirmou o órgão, seria ao abastecimento, se um eventual acidente acontecesse.

Ontem, a Defesa Civil informou que a reportagem deveria procurar a CPFL. Segundo a CPFL Renováveis, todas as inspeções e manutenções necessárias são feitas para que o risco de rompimento seja sempre mínimo.

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