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Governo determina fiscalização em barragens que podem oferecer perigo

Governo determina fiscalização em barragens que podem oferecer perigo

O governo federal determinou a fiscalização imediata das barragens que podem oferecer perigo após a tragédia em Brumadinho (MG). O levantamento do risco que cada uma das 3.386 barragens em todo o país oferece é feito pela Agência Nacional de Águas. Na região de Sorocaba (SP) há oito estruturas para armazenamento de resíduos.

O pedido do governo abrange todas as barragens que apresentam o chamado Dano Potencial Alto (DPA). O índice é um parâmetro usado para medir o prejuízo que pode ser causado se houver um acidente.

É avaliado o risco de um vazamento de água, rejeito ou resíduo atingir áreas urbanas e causar impacto ambiental ou prejuízo econômico.

Entre a maioria das usinas hidrelétricas há indicação de DPA por causa de áreas urbanas que ficam na parte de baixo das represas.

É o caso das três hidrelétricas da Represa de Itupararanga, que estão na lista de prioridade para fiscalização. A maior delas é formada por um paredão de concreto erguido em 1914.

Na lista do Sistema Nacional de Segurança de Barragens, a usina aparece como categoria de risco baixo para rompimento. Mas, como as cidades de Votorantim e Sorocaba estão na parte de baixo da represa, o Dano Potencial é classificado como alto.

A hidrelétrica Porto Góes, que represa o Rio Tietê em Salto (SP) para gerar energia, também apresenta risco de rompimento baixo, mas um potencial de dano alto já que o rio corta parte da cidade.

Em Piedade (SP), a Usina de Jurupará, no Rio Juquiá, também apresenta esta mesma classificação.

Barragens da região de Sorocaba serão fiscalizadas após tragédia em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV TEM Barragens da região de Sorocaba serão fiscalizadas após tragédia em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV TEM

Barragens da região de Sorocaba serão fiscalizadas após tragédia em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV TEM

Já na Central Hidrelétrica São Pedro, que fica na Estrada Park, em Itu (SP), o dano potencial também é alto. Ao contrário de outras hidrelétricas da região, que apresentam risco baixo de rompimento, o risco da usina é médio.

Para chegar a esta conclusão são avaliados o tempo que a construção tem, o material usado, o estado de conservação e se há plano de segurança.

O risco de rompimento também é considerado médio para a barragem de rejeitos de mineração em Salto de Pirapora (SP), operada pela mineradora Ouro Branco. O Dano Potencial em caso de acidente é alto. A barragem fica bem perto de uma área de chácaras.

A barragem que recebe restos da produção industrial da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) também está na lista de prioridade de fiscalização. O risco de rompimento é baixo, mas o dano em potencial é alto por causa da proximidade da área urbana e industrial.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que vai fazer uma reunião no dia 5 de fevereiro com as agências reguladoras estaduais para definir como vai ser a fiscalização. A reunião vai ser em Brasília.

A Votorantim Energia disse que a Barragem de Itupararanga tem comportas, o que garante a integridade da estrutura. O acompanhamento é feito com registros de instrumentos, manutenção preventivas e inspeções de rotina.

A mineradora Ouro Branco de Salto de Pirapora informou que envia relatórios a cada 15 dias para a Agência Nacional de Mineração. A empresa disse que já fez laudos técnicos que apontam o risco baixo da barragem de rejeitos de areia e argila por causa da profundidade, que é de no máximo quatro metros. Com esse documento estão tentando mudar a classificação de risco do local.

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