Campinas (SP) planeja desativar o Hospital de Campanha, montado na sede do Patrulheiros, em agosto. Em transmissão ao vivo nesta quarta-feira (22), o prefeito Jonas Donizette afirmou que a decisão se deve a uma baixa na utilização da unidade por pacientes com Covid-19. 

A metrópole confirmou mais 692 casos positivos de coronavírus nesta quarta, totalizando 14.493. Dez novas mortes foram contabilizadas, e a cidade já soma 578 óbitos em decorrência da doença.

A desativação será gradual, e poderá ser totalmente concluída até o fim de agosto. A necessidade de ocupação das vagas será acompanhada diariamente, informou a prefeitura.

“É um processo, o contrato ainda vai até agosto. Por questões trabalhistas e econômicas, vamos precisar ter essa posição e será tomada com responsabilidade. A gente faz as coisas com o critério que a Saúde nos informa. Será uma desativação gradual e responsável”, afirmou o prefeito.

De acordo com o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, responsável pela gestão das vagas, a rede tem, nesta quarta, um total de 60 leitos de retaguarda vagos, dos 240 do tipo exclusivos para coronavírus.

“Aquele momento [da criação da unidade] era complexo e delicado, estava tendo uma grande pressão para a utilização de leitos de enfermaria. Agora, estamos entrando em momento de platô dos leitos de enfermaria. Estamos tendo hoje, acompanhado há uma emana, não digo sobra, mas os leitos de retaguarda não estão sendo todos ocupados. É hora de pensar em desmobilização”, explica Pimenta.

“Não justificaria, em hipótese nenhuma, estarmos consumindo recursos públicos nesse momento em que o Brasil e o mundo passam por dificuldades econômicas”, completa.

O Hospital de Campanha teve a primeira parte da estrutura, montada em um ginásio, erguida em 18 dias. Começou a receber pacientes em 15 de maio. O espaço abrigava 36 leitos e, posteriormente, mais 48 foram preparados no prédio da sede dos Patrulheiros.

Todas as vagas foram ocupadas por muitos dias, mas Pimenta afirma que a pandemia atingiu um estágio de estabilidade. “Ainda estamos num momento de platô alto, a pandemia não acabou. Precisamos ter cuidado”, ressaltou o gestor da Rede Mário Gatti.

A previsão é que, em agosto, os 48 leitos de retaguarda montados em salas de aula sejam desmontados, ficando ainda com os 36 disponíveis para receber pacientes, num primeiro momento. O prefeito garantiu que, caso seja necessário, as vagas voltam a ser montadas e disponibilizadas à população.

Marcos Pimenta também afirmou que, se a situação constatada nesta quarta se mantiver, os pacientes que iriam para o Hospital de Campanha poderão ser absorvidos pelos hospitais da rede Mário Gatti.

Campinas x Ibirapuera

Pacientes de Campinas e região têm sido transferidos para o Hospital de Campanha do Ibirapuera, na capital paulista, devido à alta taxa de ocupação dos leitos de UTI. Nesta quarta, o índice está em 85,33% em relação às Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Questionado sobre manter o hospital de Campinas para ficar mais próximo dos pacientes da região, e evitar a transferência para São Paulo, Jonas Donizette afirmou que o custeio é da prefeitura, enquanto que o do Ibirapuera é do governo estadual.

“Campinas já suportou muito a parte econômica, financeira, tem sido suportado pelo município”, explica.

Com informações de G1 Campinas.

foto: divulgação.

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