O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido dos Santos, disse neste sábado (11) que São Paulo teve 10 profissionais de saúde mortos nos últimos três dias em decorrência do novo coronavírus.

“O que mais demonstra o processo de agravamento nas áreas mais distantes da cidade é a morte de profissionais de saúde. Nós tivemos, dois ou três dias atrás, oito profissionais de saúde que faleceram em função da covid-19, e só hoje tivemos mais um médico e uma enfermeira que vieram a falecer em função da covid-19”, relatou ele à CNN Brasil.

“A situação é dramática. Não só em São Paulo, mas no país, no mundo inteiro. Você vê a disputa que se tem hoje para a compra de um respirador. O preço no mercado internacional é de 40 mil dólares. Todos os equipamentos que compramos já estão alocados. Estruturamos todo o sistema para receber os pacientes, mas temos um déficit de respiradores”, alertou Edson.

O secretário de Saúde também destacou o fato de que a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já tem cenário preocupante nas regiões periféricas da capital — onde há grande volume de pessoas e condições sanitárias precárias.

“É possível notar em todo o conjunto da periferia a presença não só de pessoas confirmadas com a covid-19, hospitalizadas, mas também com as mortes começando a acontecer. De uma semana para cá, houve um salto muito grande não só nos casos confirmados, mas na hospitalização. (…) O processo de disseminação da doença chegou às áreas mais periféricas da cidade, onde o contingente populacional é maior. Podemos ter um processo muito rápido de acúmulo de avanço da doença”, disse ele.

“Nós temos seguido o protocolo do Ministério da Saúde que é dispor aos profissionais de saúde, aqueles que estão na linha de frente, todos os equipamentos necessários. Nós tínhamos até 30 dias atrás um consumo mensal de 250 mil máscaras cirúrgicas. Nós temos agora 500 mil máscaras cirúrgicas sendo consumidas por semana. É um número muito grande, e a tendência é só aumentar”, relatou.

‘Por isso, nós fazemos esse apelo às pessoas para ficarem no isolamento social para que a gente tenha temo para comprar as EPIs, comprar equipamento, treinar profissionais. Se nós não tivermos o tempo necessário, o poder público não consegue dar conta”, pediu.

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