Novo Mapa SP foi divulgado nesta sexta-feira — Foto: Arte-Gov de SP

O Governo do Estado mudou, nesta sexta-feira (10), a classificação das cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, da fase laranja para a fase amarela do ‘Plano São Paulo’, o plano estadual de combate ao coronavírus. As cidades do Vale do Ribeira, no interior do Estado, também passaram para a fase amarela. Com a mudança, será permitida a abertura com restrições de restaurantes, salões de beleza e academias.

O Governador João Doria anunciou a sexta atualização do Plano São Paulo, com quarentena prorrogada até o próximo dia 30 de julho. Segundo o Governo do Estado, a região da Baixada Santista e do Vale do Ribeira apresentaram uma melhora nos índices semanais, em relação a última atualização, feita no dia 3 de julho. Por isso, as duas regiões mudaram de fase e terão novas flexibilizações.

A Baixada Santista estava na fase laranja e passou para a amarela. Na nova tabela divulgada pelo governo estadual, a região da Baixada Santista está com 49% da ocupação de leitos de UTI e com 26,2 leitos para cada 100 mil habitantes.

Já quanto a evolução da pandemia, a região apresenta um índice de novos casos de 1,29, um índice de 0,99 em internações e de 0,97 em óbitos. Os índices de evolução da pandemia são calculados levando em conta os números dos últimos sete dias e dos sete dias anteriores.

O secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, parabenizou a conduta dos prefeitos e da população da Baixada Santista que, segundo ele, trouxeram resultados importantes levando a região para a fase amarela.

“Nós vamos com cautela, um passo de cada vez, com responsabilidade. Essa mesma responsabilidade que foi empreendida ao longo desse período. Hoje, a Baixada passa para a fase amarela por conta desses bons indicadores e nós vamos seguir pedindo da responsabilidade da população e de todos para a gente poder avançar sempre com o Plano São Paulo, resguardando a vida da população”, disse Vinholi.

Já o Vale do Ribeira deu um salto da fase vermelha para a amarela, sem passar pela laranja. A região, agora, apresenta 34% da ocupação de leitos de UTI de Covid-19 e 10,4 leitos para cada 100 mil habitantes. Já quanto a evolução da pandemia, a região apresenta um índice de novos casos de 0,92, um índice de 0,83 em internações e de 0,20 em óbitos.

“Estamos sempre monitorando a pandemia com dois olhares: a capacidade hospitalar, mas também a presença da pandemia. Na capacidade, olhamos a ocupação de leitos, total de leitos por 100 mil habitantes. Na evolução da pandemia, olhamos casos, internações e também óbitos”, falou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, sobre os cinco critérios que baseiam a classificação das regiões.

Fase amarela

Na etapa amarela, as cidades poderão seguir rígidos protocolos sanitários para reabrir bares, restaurantes, salões de beleza com 40% da capacidade, academias com 30% e expediente diário de até seis horas na próxima semana.

As regiões que permanecerem por 28 dias seguidos na etapa amarela também poderão reabrir, com limitações, espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos.

As três próximas atualizações programadas do Plano São Paulo estão previstas para os dias 24 de julho e 7 e 21 de agosto. Os índices epidemiológicos e capacidade hospitalar são verificados semanalmente e, em caso de piora acentuada, pode haver regressão de fase em caráter extraordinário.

Plano São Paulo

Denominado Plano São Paulo, o governo estadual apresentou um plano de flexibilização progressiva que prevê cinco etapas. As regiões do estado foram classificadas em fases por cor, de acordo com os critérios definidos pela Secretaria Estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para o Coronavírus.

Esses indicadores são avaliados junto com dados de mortes, casos e internações por Covid-19 para determinar a fase em que se encontra cada região. A cada 15 dias a região poderá se mover para fases menos restritivas. As fases poderão regredir conforme os indicadores sofram alterações.

  • Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais
  • Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições
  • Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores
  • Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3
  • Fase 5, azul: “normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene

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