Os EUA registraram nesta quarta-feira (1) mais de 200 mil casos confirmados de coronavírus e seguem em curva ascendente no avanço da pandemia.

Em menos de 48 horas, o país assistiu a um salto de 50 mil novos casos. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, os EUA têm agora 203,6 mil casos e 4.476 mortes.

Na terça-feira (31), no dia em que o número de mortes nos EUA chegou a 3.700 e ultrapassou a China, a Casa Branca apresentou um cenário sombrio para os próximos meses e previu de 100 mil a 240 mil mortos no país mesmo com a adoção de medidas de distanciamento social.

Foi a primeira vez que a força-tarefa do governo Donald Trump apresentou números oficiais sobre o impacto do novo vírus na vida dos americanos e conferiu um tom mais sóbrio e realista ao presidente, que chegou a minimizar a pandemia.

A letalidade do coronavírus, porém, ainda é numericamente maior em países da Europa: na Itália são 110,5 mil casos e 13.155 mortes, e na Espanha, 102,1 mil casos e 9.053 mortos.

O total de casos do Covid-19 no mundo —que tem aumentado rápida e diariamente— chegou a mais de 911 mil nesta quarta, com 45,4 mil mortos.

A expectativa do governo americano é de que o pico de casos e mortes no país aconteça em 15 de abril.

Trump anunciou no domingo (29) a extensão de medidas de distanciamento social até 30 de abril, depois de ter dado diversas declarações de que era preciso reabrir os EUA até a Páscoa.

Ele foi convencido por dados e por assessores de que o pior ainda estava por vir e de que era preciso manter as pessoas em casa por mais tempo para tentar conter o vírus.

Nos EUA, o ritmo dos casos confirmados começou a crescer de forma vertiginosa no meio de março. Estados como Nova York, Nova Jersey e Califórnia são os mais afetados, mas outros focos críticos têm aparecido em Michigan e Flórida, por exemplo.

Com as medidas de isolamento —que variam de estado para estado— mais de 225 milhões de pessoas, ou 3 em cada 4 americanos, estão sob medidas restritivas no país.

De acordo com especialistas, a demora no processo dos testes para detectar o coronavírus deu a falsa impressão de que o perigo ainda não havia chegado aos EUA e deixou por muito tempo autoridades e população desarmadas, enquanto a transmissão se dava em marcha invisível e exponencial.

A confirmação do primeiro paciente com coronavírus nos EUA foi em 21 de janeiro.

Trump, que inicialmente minimizava a gravidade da pandemia, declarou estado de emergência nacional após 52 dias, em 13 de março. Menos de duas semanas depois, o país registrava 83.012 casos e 1.301 mortes, superando China e Itália e tornando-se o epicentro do vírus.

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