O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) atribui a uma falha na inclusão de dados de óbitos e internações por Covid-19, ocorrida em 19 de junho, a principal causa para a região não ter sido incluída na fase amarela, menos restritiva, do Plano SP. 

>> Confira os critérios de avaliação de fases do Plano SP

Segundo o relatório que embasa recurso administrativo enviado esta semana ao Centro de Contingência do Coronavírus, do Estado, naquela data, houve um salto de casos inexplicável, com 1.581 confirmações na região. 

Pelo documento, uma planilha da Secretaria de Saúde do Estado apresentava média constante de 400 a 500 casos diários na Baixada. O Governo do Estado justificou o salto com um problema técnico no sistema e-SUS, do Governo Federal, em que se baseia o levantamento paulista.

“Apesar da justificativa, não houve nenhum tipo de correção no dado informado dia 19. Essa concentração de casos em único dia foi fundamental para que diversas regiões do Estado, entre as quais a Baixada Santista, fossem prejudicadas pela comparação distorcida”, cita o documento. 

O mesmo teria ocorrido com o número de óbitos. Conforme o relatório, de nove páginas, havia uma constância de 25 a 30 mortes confirmadas ao dia na Baixada. Em 19 de junho, foram registradas 52. O fator determinante para o Estado ter mantido a região na fase laranja, há uma semana, foi a variação de óbitos. 

Pelo divulgado na entrevista coletiva do governador João Doria (PSDB), nesse quesito, a Baixada Santista teve piora no índice, de 1,42 para 1,61. Para o avanço à fase amarela, deve ser de 0,5 e 1.

O prefeito de Santos e presidente do Condesb, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), defende que, para a progressão de fase, levem-se em conta os óbitos ocorridos de fato no período analisado, pois costuma haver atraso entre a data da morte e a da sua notificação.

“Que se divulgue a confirmação do óbito a qualquer tempo, claro. Mas, para efeito de cálculo, que seja colocado no dia em que ocorreu a morte”, propõe. 

Estado

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano credita inconsistências nas notificações de casos e óbitos do coronavírus “a problemas de instabilidade na plataforma e-SUS”.

Reitera que o Estado dispõe dos dados utilizados para classificação das fases on-line. Também reafirma contatar os prefeitos “para bom entendimento das ações de combate ao coronavírus e cumprimento do Plano SP”.

Em vídeo, a secretária da pasta, Patrícia Ellen, reafirmou que havia ocorrido na região um aumento de 61% nos óbitos, em relação à semana anterior, impedindo o avanço da Baixada à fase amarela.

“(Nos últimos sete dias, na região) Vemos que temos uma redução muito expressiva nos óbitos, de quase 30%. Esses indicadores se mantendo, na próxima classificação do Plano SP, teremos boas notícias para a Baixada Santista”, disse. A resposta virá na próxima sexta-feira.

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