Às vésperas de 2021, muitos de nós se perguntam o que o próximo ano nos revela. A julgar por 2020 – um dos piores períodos recentes de acordo com especialistas – há o temor geral de ver ainda mais mortes, recessão, planos adiados ou encerrados por conta da pandemia de COVID-19. E o que dizem os astros a respeito do nosso futuro?

Coincidência ou não, o mundo acompanha um fenômeno astronômico raro que não era registrado desde a Idade Média. Júpiter e Saturno se alinham no céu, em um evento chamado de grande junção ou Estrela de Natal. E isso seria fator determinante para pautar nossas condutas rumo ao controle da doença a partir de agora. É o que garante Denny Heide, terapeuta sensitivo e astrólogo.

“Nós estamos agindo errado, relaxando os protocolos. Mas se seguirmos à risca o distanciamentos social, algum nível de isolamento, uso de máscara, sabão ou álcool-gel, temos uma chance de evitar mortes e aprender por meio deste processo doloroso. No Mapa Astral, a união desses dois planetas representam o otimismo ponderado pela responsabilidade. Fazer o que é certo, mesmo que seja desconfortável e manter o foco em valores transcendentais. Você sacrifica sua vontade imediata por um bem maior”, explica.

Astrologia e ciência juntas

O profissional adverte ainda que o brasileiro tem demonstrado grande resistência a seguir os cuidados, e que isso seria agravado por alguns movimentos celestes. “O último eclipse solar, ocorrido em 14 de dezembro, representa o apagar do passado e a supervalorização do presente. E como aconteceu em Sagitário, signo ligado à liberdade e à fuga, existe uma maior tendência a desconsiderar atitudes responsáveis e comprovadamente eficazes. Os efeitos serão sentidos pelos próximos seis meses”, alerta.

Longe de uma abordagem fatalista, Denny – que também é jornalista – defende uma mescla saudável entre o que nos diz a ciência e a astrologia. “Recentemente um pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) declarou que muita gente ainda morrerá antes mesmo de receber a vacina, em função do imenso número de contaminações. Todo o cuidado é pouco”.

“Qualquer previsão ou recado do Zodíaco precisa estar em consonância com o que diz o bom-senso, a ciência tradicional, a experiência de quem veio antes de nós. Então, se o assunto é manter a saúde, precisamos de hábitos concretos, avalizados por órgãos responsáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS)”, garante.

Tendências mundiais de desrespeito

Para o profissional, planetas, asteroides e pontos elétricos exercem uma influência preponderante na disseminação do vírus. “Saturno e Plutão iniciaram a conjunção em novembro do ano passado, um mês antes do primeiro caso da doença. Depois foi a vez de Júpiter e Marte se reunirem no início do ano em Capricórnio. E tudo isso detonou energias poderosas e confusas. O que resultaria em uma atitude temerária, irresponsável e típica da adolescência. O que estamos vendo nos dias de hoje. Mas isso não exclui nosso livre-arbítrio e definitivamente não retira nossa responsabilidade”, explica.

Denny – que estava nos Estados Unidos no início do fechamento mundial (lockdown) – garante que norte-americanos e brasileiros mantêm hábitos parecidos em relação à doença. “Assim que os estabelecimentos começar a fechar na Flórida, acontecia uma festa de jovens na praia, uma Spring Break. À repórter do jornal local, um jovem explicava que não precisava tomar cuidado. Meses depois, essa atitude irresponsável está sendo repetida aqui no Brasil”, analisa.

Com uma média de 3 mil mortes diárias, os EUA estão com a maior taxa de mortalidade do mundo. Seguidos pelo Brasil, que está em segundo lugar. “O último feriado de Ação de Graças registrou recorde de viagens de avião em território americano. O resultado foi um salto no número de contaminações. E as festas brasileiras seguem pelo mesmo caminho de aglomeração. Uma tristeza”, constata.

A importância da empatia

O profissional defende a valorização da experiência adquirida nas pandemias anteriores. Além de adotar condutas racionais, equilibradas e comprovadamente eficazes contra a disseminação do vírus. Ele sugere que precisamos aprender com médicos, enfermeiros, técnicos, infectologistas do passado e do presente.

“Eu entendo que muitos de nós já não aguentem nem ouvir falar de doenças ou do novo coronavírus. Mas quando uma pessoa não se protege, coloca em risco muito mais gente. Tudo o que a ciência avançou está à nossa disposição e não precisamos abandonar nossas crenças e nossa fé. A empatia é o caminho”, pondera Denny Heide.

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