SÃO PAULO — Com o avanço da Covid-19 e a descentralização das internações em São Paulo, principalmente em unidades básicas de saúde, o governo paulista admitiu “preocupação” com uma possível escassez de cilindros de oxigênio para atender, principalmente, pacientes hospitalizados Unidades Básicas de Saúde. Na manhã desta quarta-feira, o governador do estado, João Doria (PSDB), afirmou que não faltará oxigênio em São Paulo, mas reconheceu que levar cilindros às UBSs é um “desafio”.

— Oxigênio não falta e não faltará em São Paulo. Temos usinas e temos abastecimento. O que nós precisamos é de cilindros, para que eles possam chegar até a ponta, nas pequenas UBSs e unidades de saúde. O que temos como desafio é colocar o oxigênio nos cilindros, e que os cilindros possam chegar nas pequenas unidades de saúde capilarizadas pelo estado — disse Doria.

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No início da tarde, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, Doria anunciou a compra de 2 mil cilindros de oxigênio e de 1 mil concentradores de oxigênio, equipamentos utilizados para o apoio a pacientes menos graves:

— Começaremos a distribuição dos cilindros nos municípios que precisam pois não possuem usinas de oxigênio e são unidades menores de atendimento em regiões de São Paulo — contou o governador.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patrícia Ellen, cerca de 120 municípios do estado estão em “situação de emergência” em relação à necessidade de cilindros de oxigênio. A secretária explicou que a demanda por equipamentos do tipo aumentou 40% com o salto nas internações em SP.

Na semana passada, o governo paulista já havia anunciado uma parceria com a iniciativa privada para garantir a produção e distribuição do gás. Segundo o governo, a Ambev se comprometeu a criar uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto, no interior, e doar a produção de aproximadamente 120 cilindros por dia. O prazo para o término das obras é nesta quinta-feira.

— Muito possivelmente (ficará pronta amanhã). Se não sair, sai nas próximas 48 horas. Não está sendo ela (a usina) o fator que dá assistência e acolhimento aos municípios — afirmou o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

No sábado (20), uma unidade de pronto atendimento na Zona Leste da capital teve que transferir dez pacientes por falta de oxigênio.

A prefeitura da capital paulista também anunciou a instalação de 19 mini-usinas de oxigênio em hospitais municipais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município. Elas permitirão o funcionamento de 596 leitos de enfermaria e 211 de UTI. Nesta quarta, será entregue a primeira delas, instalada no Hospital Municipal Capela do Socorro.

Outras seis usinas serão entregues até o dia 15 de abril. Elas vão atender também o Hospital Municipal Sorocabana, a UPA Jabaquara, o Hospital Dia Tito Lopes, o Hospital Dia Flávio Gianotti e o Hospital Dia M’Boi Mirim II. Outras 12 unidades estão previstas para serem instaladas até 30 o dia de abril.

Vacinas

Nesta quarta-feira, o Instituto Butantan liberou mais 3,4 milhões de doses da CoronaVac para o Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. Em março, o montade de imunizantes entregues chega a 22,7 milhões.

Com o novo carregamento liberado hoje, chega a 36,2 milhões o número de doses entregues ao Ministério este ano. A previsão é que até abril o governo federal receba, ao todo, 46 milhões de doses, conforme descrito em contrato. O Butantan afirma que deve receber, entre os dias 6 e 8 de abril, insumos suficientes para produzir mais 3 milhões de doses da CoronaVac.

De acordo com o governo paulista, depois do primeiro contrato de 46 milhões de doses, a previsão é entregar outras 54 milhões de doses até 30 de agosto. O contrato das 46 milhões de doses será completado até o final de abril, sem atrasos, garantiu Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

— Ontem foi autorizada a exportação de 6 mil litros de matéria-prima da China, que devem chegar aqui brevemente, antes do dia 10 deste mês, o que permitirá complementar os 46 [milhões] e já iniciar a produção dos 54 milhões de doses [do segundo contrato assinado com o Ministério da Saúde] — garantiu.

A aplicação das vacinas em idosos que têm 68 anos foi antecipada para esta sexta-feira (2). Cerca de 340 mil pessoas serão vacinadas nesta fase. A gestão apresentou ainda uma campanha solidária para arrecadar alimentos nos locais de vacinação. Chamada de Vacina contra a Fome, a campanha pede que aqueles que forem ser imunizados, se possível, levem um quilo de alimento não perecível para doação. A iniciativa começará em 5 de abril em todo o estado de São Paulo. A distribuição dos alimentos ficará a cargo das prefeituras que aderirem ao projeto.

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