Unidade de saúde do interior do estado de São Paulo registrou um salto de 61,8% nos dados coletados para o comparativo

No Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente “Dr. Domingos Leonardo Cerávolo”, mesmo em meio à pandemia de COVID-19, o número de atendimentos relacionados ao câncer de mama na unidade aumentou de 1.931 no ano passado para 3.126 neste ano, considerando o período de janeiro a agosto de ambos os períodos. Ou seja, houve um salto de 61,8% nos dados coletados para o comparativo.

Segundo o médico oncologista do HR André Genaro, a ampliação nos atendimentos se deve à tendência nacional e mundial de expansão da doença. “O câncer é uma doença multifatorial que está relacionada ao aumento da perspectiva de vida, consumo crescente de bebidas e alimentos industrializados, o sedentarismo e o tabagismo”, explica.

Além disso, o médico ressalta que a prevenção por parte da população ainda é a melhor arma na luta contra o câncer de mama. “É preciso praticar atividade física, se alimentar de forma saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal sem indicação médica”, completa.

Sentir na pele

A paciente do serviço de oncologia do Hospital Regional, Marcia Regina da Silva, de 51 anos, conta que apesar de ter encerrado as sessões de quimioterapia há sete anos, continua realizando o acompanhamento necessário com exames de imagem, uso de medicamentos e consultas com um especialista.

“Hoje, vejo que venci uma batalha muito dura, mas, logo quando descobri não tinha dimensão do que era aquele ‘caroço’ sob o meu seio. Eu acreditava que era apenas uma glândula inflamada e não dei tanta importância, mas quando procurei um médico e tive o diagnóstico o meu mundo caiu”, revela.

Segundo Marcia, aos poucos tomou forças para entrar nessa batalha para vencer: primeiro veio a cirurgia; depois, a quimioterapia e a radioterapia. “Quando terminei os procedimentos, me senti aliviada e muito agradecida a todos que me ajudaram a superar essa dificuldade. Ao me olhar no espelho, não me incomodava a queda do cabelo, porque eu via isso como o símbolo da minha vitória. Me tornei inspiração para outras pessoas e passei a dar valor nos pequenos detalhes da vida, assim, percebi que é preciso agradecermos o milagre da vida, enquanto houver vida, haverá esperança”, enfatiza a paciente.

Diferencial

O acolhimento humanizado por toda a equipe médica e multiprofissional com os pacientes na unidade refletem a gratidão expressada nas palavras de quem venceu esta longa jornada.

“Fui muito bem acolhida e tratada no HR, fiz muitos amigos e criei laços para a vida toda com os colaboradores, voluntários, médicos e pacientes. Só tenho a agradecer por todo o carinho e cuidado que recebi no decorrer do meu tratamento”, finaliza Marcia.

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