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Izaias Sales, campeão dos 100 m. (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

Izaias Alves Sales (AGUIAS Guariba-SP) e Ana Cecília de Oliveira (ABDA-SP) confirmaram o favoritismo e venceram as provas dos 100 m e se tornaram o rei e a rainha da velocidade do Campeonato Brasileiro Sub-18 de Atletismo, que começou na sexta-feira (20/11) e prossegue até domingo (22/11) no Estádio do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), da CBAt, em Bragança Paulista (SP).

Izaias e Ana Cecília lideram o Ranking Brasileiro da categoria e conseguiram bons desempenhos. O problema é que as duas marcas não serão validadas para efeito de estatísticas por causa do vento acima do permitido (2 m/s).

Izaias completou a prova em 10.37 (2.3) e ficou feliz com a vitória. “Eu estava confiante por causa do resultado que tive no Brasileiro Sub-20. Lá fui vice-campeão dos 100 m. Treinei muito, tive fé em Deus e confiei no meu técnico”, disse, referindo-se a Nelson Lemes de Souza. “Minha prova em destaque é os 200 m, mas parece que estou mudando de prova”, riu. “Meus objetivos são claros: quero o índice para ir ao Mundial Sub-20 de Nairóbi em 2021. Minha meta é correr a prova em 10.20. Estou pronto para correr essa marca.”

“O Izaias é um diamante bruto que está sendo lapidado. Um menino dedicado e vamos treinar firme para ir ao Mundial” comentou o treinador.

Já Ana Cecília de Oliveira, que treina com Maurício Birelo, em Bauru (SP), obteve o tempo de 11.81 (4.1) e lamentou os problemas causados pela pandemia. “Antes de tudo parar, eu vinha treinando muito bem, mas fiquei quase três meses sem conseguir treinar direito. Mudei de técnico, agora estou treinando firme, e desde o Campeonato Paulista Sub-20 venho conseguindo bons resultados. Melhorei meus tempos. Corri 12.13 no Estadual e 12.11 no Brasileiro Sub-20, e mesmo sem vento acho que consigo correr abaixo dos 12.00 de novo”, concluiu.

Ana Oliveira, campeã dos 100 m. (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

Outro bom resultado foi obtido por Gabriel Boza (MEM-SP) no salto em distância. Após o ouro no Sub-20, disputado no início de novembro, também em Bragança, ele garantiu o bicampeonato no Sub-18, com 7.73 m (3.8). “Seria recorde do campeonato, uma pena que o vento tenha sido tão forte. O salto em si achei muito bom, mas é claro que dá para melhorar muito mais, mas gostei da prova, do meu desempenho, das minhas atitudes, da confiança que tive na prova, do início até o final. Meu objetivo é o índice para o Mundial de Nairóbi. Esse salto está nas minhas pernas. Pelos meus treinos, minha capacidade, sei que posso fazer o índice para o Mundial. Ainda tem o Troféu Brasil, o Estadual e o Brasileiro Sub-23”, disse o paranaense de 17 anos.

O técnico Nélio Moura elogia o desempenho do atleta. “Ele mantém uma consistência muito boa e em todas as competições que fez esse ano, com exceção de uma indoor, em todas saltou acima de 7,40 m, excepcional para a categoria dele. Esse vento forte nem ajuda porque joga o atleta em cima da tábua, tem que dar uma freada”, lembrou o experiente e vitorioso treinador.

Nas outras finais da tarde desta sexta-feira, Vinícius Avancini (Acarisul-SC) venceu o arremesso do peso, com 17,61 m, enquanto Camila Irene Barbosa (IPEC-PR) ganhou o lançamento do martelo. Nos 1.500 m, Francielly Marcondes (Barra do Garças-MT) levou o ouro, com 4:48,25, e Thiago Henrique Lopes (CASO-DF) foi o campeão, com 4:04.62.

No decatlo, após as cinco primeiras provas, a liderança é de José Darlan Souza de Lima (Sport Club Recife-PE), com 3.318 pontos. Mayron Lucas Gomes (APCEF-MG) ocupa a segunda colocação, com 2.985, seguido de Luiz Arthur Caetano Santos (APCEF-MG), com 2.970 pontos.

Depois das duas primeiras etapas, o IPEC-PR, atual campeão do torneio, lidera a classificação geral, com 27 pontos, seguido de Barra do Garças-MT e APA-SP, com 24, e do Centro Olímpico (SP) e Luasa-SP, com 22 pontos.

O Brasileiro Sub-18 conta com a participação de 600 atletas de 110 clubes, representando 23 Estados e o Distrito Federal e é o segundo evento da temporada nacional de 2020, após o adiamento das competições por causa da pandemia da COVID-19.

O evento, que não conta com a presença de público, segue protocolos rígidos de saúde como o uso obrigatório de máscaras, a disponibilização de álcool gel e a medição da temperatura corporal na entrada do CNDA, entrega de máscaras para atletas na saída da pista após as provas, com o próprio atleta pegando a sua medalha na premiação, distanciamento entre atletas na câmara de chamada entre outros.

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