Diferente do que já foi debatido, uma nova década não começou no dia 1º de janeiro de 2020, mas sim no primeiro dia de 2021. E o ano começa em meio a uma pandemia e muitas incertezas. Nesta semana, o Periscópio conversou com quatro jovens para saber suas expectativas para os próximos dez anos.

A estudante Anna Gabrielly Pimenta, de 17 anos, que pretende cursar Música, nesta nova década “gostaria de viver em um país melhor, com mais respeito, empatia e solidariedade”. “Gostaria também da igualdade, aliás a igualdade é o artigo 1° da Declaração de Direitos Humanos”, acrescenta Anna que ao ser questionada sobre os impactos da pandemia, acredita que a mesma “mudará sim o comportamento de algumas pessoas, não de todos, pois tem alguns que ainda não acreditam no vírus.”

A estudante, porém, segue com esperança. “Mas espero que possamos evoluir economicamente e principalmente politicamente, que é o que mais precisamos. Mas para tudo isso acontecer dependemos de algo muito importante e que faz falta no país: a educação seria uma grande solução para os nossos problemas. Por fim, espero conseguir atingir um futuro melhor. Essa geração que está vindo vai mudar muita coisa.”

O também estudante Rodrigo Sioli de Rezende Lara, de 16 anos, espera “uma mudança drástica no pensamento de toda a população”. “Eu espero que os crimes diminuam bastante, que as leis sejam cobradas para todos sem nenhuma exceção, e o mais importante: a igualdade para todos, independente do gênero, cor de pele e classe social”.

Já sobre a pandemia, Rodrigo opina. “Como já dito por vários cientistas ela ainda vai durar e impactar a população por muito tempo, na minha cabeça essa vacina só irá sair em 2022/2023, nós iremos ter que aprender a conviver com essa doença como se fosse uma gripe”. “Sobre política eu tenho uma visão muito aberta, mas infelizmente o governo que está no comando agora não pode ficar mais como representante do nosso país. Esse atual governo conseguiu fazer o Brasil se tornar motivo de piada no exterior, conseguiu humilhar a imagem do nosso país e a população”, acrescenta o estudante.

“Eu realmente espero uma mudança enorme no nosso governo, com pessoas que levem a sério o seu trabalho como representantes de um país tão grande como é o Brasil. Infelizmente a economia nessa pandemia foi e está sendo afetada, mas na minha cabeça quando essa pandemia acabar a economia do nosso país ira subir drasticamente”, prossegue o estudante.

Rodrigo completa. “Pessoalmente, eu espero que nessa década, primeiramente eu consiga ficar vivo, conseguir alcançar os meus sonhos, e recuperar todos os momentos com família e amigos que essa pandemia está tirando de todos nós”.

Para a auxiliar de departamento fiscal   Rebeca de Castro Cavana, de 20 anos, apesar das dificuldades, a nova década é promissora. “Não é fácil falar de expectativas depois de um ano caótico como 2020, mas foi o ano da virada de década pra mim, cheguei aos 20 anos e realizei meu desejo de ter (ou mesmo iniciar) um negócio próprio”.

“Para 2021 alimento muitos sonhos: concluir minha graduação, fomentar meu próprio negócio e conhecer lugares incríveis. Pelo menos por enquanto, são essas as expectativas”, comenta Rebeca, que também opinou sobre os impactos da pandemia. “Já começaram, empresas falindo, aumento da taxa de desemprego, produtos mais caros, grande impacto na área da saúde, entre outros”.

“Não me sinto otimista com relação ao crescimento econômico e progresso do país. Com os impactos na saúde, impacto social e econômico causado pela pandemia e a falta de planejamento do governo, creio que a recuperação vai ser longa”, acredita a jovem.

Rebeca crê ainda que são necessárias ações para minimizar os impactos da pandemia para que a nova década não seja inteiramente comprometida. Além disso, ao falar de política, a jovem acredita que sua geração ainda precisa estudar muito o tema, “se informar por fontes confiáveis e saber filtrar o verdadeiro da fake news”.

Pedro Henrique Marra Tarossi, de 22 anos, estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, tem muita expectativa na nova década, pois ela corresponderá sua “construção de vida em uma nova e importante cidade (Belo Horizonte), além de englobar o período da minha graduação”

Porém, ao falar sobe a pandemia, o estudante crê que os efeitos da pandemia “vão alongar-se por muitos anos tanto na área da saúde quanto na área econômica. Apesar de, erroneamente, alguns acreditarem que os âmbitos econômico e sanitário não estão relacionados”. Questionado sobre o que espera da economia, Pedro Henrique acredita que “a retomada da atividade econômica pujante depende diretamente das medidas sanitárias que os países tomarão”.

“Dentre elas, estão a forma como os governos organizarão planos de vacinação para impedir a ampla circulação da Covid-19 e a forma como os países cuidarão de seus enfermos, visto que, além da infecção representar um risco de vida, ela pode apresentar sequelas gravíssimas, inclusive neurológicas”, aponta o estudante.

“Esta década é, sem dúvidas, importantíssima para o mundo. Nota-se, mais do que nunca, os malefícios do avanço da extrema-direita mundial: discursos negacionistas, atentados contra a Democracia, atentados contra a dignidade humana e incentivos à degradação do meio ambiente são cada vez mais reverberados e ganharam um certo grau de normalização dentro dos últimos anos”, opina o jovem.

“Portanto, nesses próximos anos, cabe a reflexão para os jovens (e todos nós) sobre como estamos levando nossa relação com o mundo, e até que ponto discursos destrutivos nos tomam a mente, conclui.

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