Comerciantes, motoristas de transporte escolar e motoboys ocupam a praça Rotary Morumbi, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi (zona sul), em protesto contra o fechamento do comércio e o fim da fase vermelha. O grupo também pede a renúncia do governador João Doria (PSDB).

Segundo Gabriel Della Torre, um dos organizadores, o protesto reúne cerca de 400 pessoas e acontece de forma pacífica. Imagens do local indicam presença menor de manifestantes.

“Não pudemos ocupar a frente do Palácio porque estava interditada. Devem ter tomado essa medida porque o movimento comunicou, por ofício, a polícia militar”, diz Torre.

“A primeira coisa que a gente tem que fazer aqui é homenagear essa polícia militar. Nós somos a voz de vocês, porque vocês têm família e a família de vocês também está passando as mesmas dificuldades que nós. Estamos aqui para pedir que o Doria renuncie, porque o impeachment vai demorar muito pro nosso gosto”, disse um dos manifestantes.

“Primeiramente, Deus acima de tudo; segundo, fora Doria. Estamos pelo segundo dia consecutivo nas ruas batalhando contra esse governador nojento que está no Palácio dos Bandeirantes”, afirma outro manifestante.

Em manifestação via assessoria de imprensa, o governo Doria criticou o que chamou de “negacionistas que voltam a promover aglomerações sem o uso de máscaras”, apesar do salto no número de mortes no estado e no país.

“Trata-se de mais um ato político promovido pelo gabinete do ódio, ligado ao presidente Jair Bolsonaro, em que os seus seguidores revelam desprezo pela vida e adoração pela morte. Usam, inclusive, transmissões via redes sociais em canais abertamente bolsonaristas. Não se trata de uma ilação, e sim de uma constatação.”

A manifestação foi organizada nas redes sociais e partiu do grupo Política Mais, que convocou trabalhadores e entidades afetados pelo fechamento do comércio.

Para conter a pandemia de Covid-19 e a alta de internações, o estado de São Paulo regrediu para a fase vermelha do Plano SP a partir da 0h do sábado (6) e permanecerá até 19 de março.

“Nós queremos a abertura do comércio. Tem muita gente desempregada. Os hospitais de campanha não deveriam ter sido fechados, porque todo mundo sabia que teria aglomeração no Natal e ano novo. Se os hospitais permanecessem abertos não estaríamos nessa situação”, afirma Torre.

A previsão é encerrar o protesto por volta de 18h.

O grupo também prestou uma homenagem à Alessandra Maluf, vizinha de Doria que gravou um vídeo denunciando uma susposta festa a qual acusa o filho do tucano de promover. As imagens viralizaram nas redes sociais.

No sábado (6), Doria registrou uma queixa-crime contra os responsáveis pelo vídeo. O governador afirma que o som mais alto ouvido no vídeo viria de outra casa na mesma rua onde ele mora, no Jardim Europa, mas que não havia nem festa nem aglomeração no local.

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