A menina de 7 anos que teria sido estuprada pelo pai, de 51 anos, no Residencial Alvorada, em Salto (SP), entrou em estado de choque, segundo informações do boletim de ocorrência. Vizinhos chamaram a polícia na noite da última sexta-feira (11) ao ouvirem os gritos de socorro da criança.

Os policiais tiveram que pular a janela da casa, pois o suspeito não atendeu ao chamado da equipe na entrada da residência. Ao entrarem, os policiais encontraram o suspeito de cueca em cima da cama com a menina, que estava quase sem roupa.

De acordo com o B.O., a menina estava visivelmente traumatizada e não conseguiu se comunicar com os policiais que atenderam à ocorrência. Um exame de corpo de delito foi expedido e deve ser feito nesta segunda-feira (14).

O delegado de plantão solicitou que seja colhido o depoimento da menina sob a orientação de um psicólogo, com o objetivo de preservar a saúde mental da criança.

O Conselho Tutelar também foi acionado e, após conversas com a irmã da vítima, de 28 anos, decidiu deixar a criança sob os cuidados dela, ainda segundo o registro.

Os pais da menina são separados e, apesar da guarda ser da mãe, ela costumava visitar frequentemente o pai, que morava no Residencial Alvorada.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou que a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em prisão preventiva após a audiência de custódia.

Vizinhos ouviram os gritos

Em entrevista ao G1, os vizinhos que acionaram a polícia – e pediram para ter as identidades preservadas – disseram que esta não foi a primeira vez que ouviram gritos da criança.

“A gente achava que era coisa de pai e filha, dele batendo nela. Até chegamos a alertar a mãe sobre o que acontecia. Mas, na sexta-feira, os gritos mudaram, ela não parava de falar ‘para, pai. Sai de cima. Não quero’. Por isso chamamos a polícia, achamos estranho”, conta uma das vizinhas.

Ao chegar ao local, os policiais utilizaram inicialmente a casa dos vizinhos para confirmar se havia algum barulho e, quando ouviram os gritos da menina, resolveram invadir o local.

O G1 também conversou com a mãe da menina, que garantiu ter um bom relacionamento com o ex-companheiro e que não acredita na história do estupro. Disse ainda que, como o caso vai correr em segredo de Justiça, prefere não comentar mais nada até que tudo seja provado.

Artigos relacionados
Carregar mais por admin
Carregar mais em Notícias

Deixe uma resposta

Leia também

Desvendamos a fórmula de sucesso da Ypê

Ao completar 60 anos, a Ypê mostra na prática o que é fazer o Marketing de forma holística…