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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), planeja firmar 220 parcerias público-privadas. A estimativa é que elas atraiam cerca de R$ 50 bilhões em investimentos, segundo a secretária estadual de Desenvolvimento, Patricia Ellen.


Os projetos estão divididos em quatro áreas principais: transportes, indústria, meio ambiente e aeroportos. Incluem desde expansão do metrô até a gestão de parques.




Nem tudo, porém, deverá ser concluído no atual mandato de Doria, diz Ellen —a maioria das concessões anunciadas pelo governante quando ele estava na Prefeitura de São Paulo não saiu do papel.


“Muitos talvez não sejam finalizados em quatro anos. Dois exemplos são o projeto de trens intercidades e a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros [ainda sem estimativa de conclusão].”


Um dos objetivos a curto prazo é fechar parcerias com bancos e varejistas para oferecer cursos de qualificação e aumentar o nível de emprego.


Outra prioridade da pasta nessa frente é o descongelamento e expansão da Univesp, universidade estadual de ensino à distância que sofre com falta de docentes.


A meta é garantir que as aulas comecem em 25 de fevereiro. “Para se ter uma ideia, estamos com falta de quase mil tutores”, diz Ellen.


“Vamos fazer um programa de tutoria com estudantes das universidades [como USP e Unicamp] para que possam ter seu estágio ou prática acadêmica dentro da Univesp. Estamos vendo agora qual será o modelo.”


Principais áreas dos projetos de PPP em SP


  1. Aeroportos
  2. Indústria
  3. Transportes
  4. Meio Ambiente


Exemplos:


  • 20 aeroportos regionais
  • Laboratório de grafeno e fábricas-satélites
  • 260 km de ferrovias entre municípios
  • Descontaminação dos rios Pinheiros e Tietê


220

são os projetos de PPP planejados


R$ 50 bilhões

é a previsão de investimentos

Fontes: Governo de São Paulo e InvesteSP 


 


Portos privados têm aportes de R$ 5,6 bilhões sob análise


O segmento de terminais portuários de uso privado tem cerca de R$ 5,6 bilhões de investimentos planejados e atualmente sob análise da Secretaria de Portos ou da Antaq (Associação Nacional de Transportes Aquático).


Ao todo, 42 aportes já foram anunciados e aguardam autorização antes que um contrato seja assinado, segundo a ATP (Associação de Terminais Privados).


Nem todos os projetos deverão sair do papel neste ano, mas a previsão é de um crescimento do setor de portos em 2019, tanto nos de uso público como nos de particular, afirma Murillo Barbosa, diretor-presidente da entidade.


“Prevemos um aumento médio de 3,5% no volume movimentado nos nossos terminais, o que levaria a um salto de 1,1 bilhão de toneladas para 1,14 bilhão”, afirma.


“Os portos privados deverão crescer 4,4%, e os públicos, 1,9%. Esse contraste é natural porque nosso segmento movimenta principalmente commodities, como produtos do agronegócio e minérios.”


 


Gente de minas




O total de funcionários lotados na ANM (Agência Nacional de Mineração) diminuiu 9% entre janeiro de 2013 e o último mês de dezembro.


O órgão chamava-se DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) até 2018. Havia mais de 1.700 profissionais no início de 2013, e eram 1.575 no fim do ano passado.


A expectativa é que com o aumento de arrecadação de CFEM (compensação pela exploração de minérios), o órgão ganhe recursos, diz Vitor de Barros, presidente da Amig (Associação de Municípios Mineradores de MG).


A alíquota da taxa varia de acordo com o minério, e em 2018 houve uma mudança na forma de cobrança e nos valores.


“Depois de uma grande luta dos municípios, o montante saiu de 2% para cerca de 3,5%, mas a tributação ainda é uma das mais baixas do mundo”, diz Barros.


Há um sistema de monitoramento de barragens, mas faltam especialistas, de acordo com um consultor do setor. A tendência é que municípios mineradores e governo federal contratem mais técnicos, segundo ele.


 


Aquisição no agronegócio


O fundo de private equity (capital de risco) Aqua Capital adquiriu o controle da Rech Agrícola, revendedora de peças de reposição para equipamentos como colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras.


A adquirente comprou 70% do negócio. A empresa pertencia ao grupo catarinense Rech, que seguirá como sócio minoritário. O valor da transação não foi revelado.


“A família Rech mantém assento no conselho, e a atual gestão continua. O ativo não tem passivos fiscais e bancários e apresenta bons resultados”, diz Alex Wiederhold, CEO da canadense  The Collins Group, que assessorou a operação.


A companhia atende os estados de Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Bahia e teve resultado líquido de 

R$ 55 milhões em 2018, segundo o executivo.


A Rech Agrícola confirmou o negócio, mas não comentou o acordo. Procurada pela coluna, a Aqua Capital disse que não vai se manifestar.


 


Sem… A EDP  fará um aporte de R$ 12 milhões na restauração do Museu do Ipiranga por meio da lei de incentivo à cultura. 


…rancor A companhia portuguesa fez um contrato com a USP, que gerencia a instituição erguida onde o Brasil foi declarado independente.


Compras Sudeste e Nordeste foram as regiões que concentraram aberturas de shoppings e a maior parte das vendas: 75% do total, de acordo com a Abrasce.


 


Hora do café




com Felipe Gutierrez (interino), Igor Utsumi e Ivan Martínez-Vargas

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