Correio Braziliense

postado em 25/11/2021 00:01

O diretor de Soluções Inteligentes da John Deere, Rodrigo Bonatto, afirmou que o a tecnologia poderá fazer o Brasil, que já é o grande celeiro do mundo, aumentar ainda mais a produção agrícola. E com sustentabilidade. “A tecnologia vai fazer o novo salto da nossa agricultura. Vai trazer também um grande ganho, que não é apenas alimentar o mundo. É ser o celeiro de comida sustentável”, disse, durante o CB Fórum Live – Agro 4.0, que debateu os avanços da tecnologia no agronegócio.

Bonatto comentou que a primeira grande revolução no setor foi o domínio da técnica de manejo de solos nos cerrados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Conseguimos migrar a produção de grãos não só pelo aspecto genético das plantas, mas sim pelo manejo adequado dos solos dos cerrados. Através dos estudos da Embrapa, conseguimos corrigir os teores de alumínio, que eram tóxicos às plantas, e passamos de importadores a exportadores de alimentos.”

Bonatto observou que, nos últimos dois anos, a agricultura vem contribuindo com 30% do PIB do país. “Neste ano, no primeiro semestre, a agricultura aumentou em 10% a participação no PIB Nacional. Em 2020, ela conseguiu aumentar em 24% o peso na formação do PIB”, disse.

Segundo o diretor da John Deere, o país tem a chance de alcançar, na safra 2021/22, um produção de 300 milhões de toneladas de grãos. “Na década de 1970, eram 37 milhões de toneladas. Crescemos 10 vezes a produção de alimentos no país nesses últimos anos. O desafio é saltar para 500 milhões de toneladas. E como vamos fazer isso? Aplicando o uso da tecnologia no agro brasileiro”, afirmou.

Ele frisou, no entanto, que só produzir não é suficiente, e que é necessário garantir a sustentabilidade. “A sustentabilidade é ponto importantíssimo dentro dessa cadeia. Precisamos cada vez mais pensar nesses três pilares: sustentabilidade econômica, sustentabilidade social e sustentabilidade ambiental. Está claro para o mundo que não adianta só produzir alimentos. Os grandes bancos não vão mais investir na agricultura se ela não tiver a rastreabilidade e a garantia de que está sendo feita de forma sustentável”, completou.

Agricultura 5.0

Bonatto salientou a importância do edital do 5G para o desenvolvimento da agricultura no país. “Estamos no agro 4.0 com a adoção forte de GPS e gestão de dados. Vamos dar um passo à frente. A Embrapa divulgou a definição do que significa a agricultura 5.0 e ela só pode ser feita com conectividade. Por isso, a importância do edital do 5G que foi feito há duas semanas. Também estava no edital a democratização do 4G para as rodovias e áreas agrícolas do nosso país. Com essa conectividade, nós vamos conseguir trabalhar o agro 5.0 que é entender os dados e poder corrigir as falhas no mesmo momento. Esse vai ser o grande segredo do ganho de produtividade das nossas lavouras”, explicou.

Ele destacou que o produtor brasileiro é jovem, com média de idade de 46 anos e aberto à tecnologia. “Nos cerrados é ainda menor: ao redor de 38 contra uma idade média de 58 anos nos EUA. Na Europa é de 65 anos. Isso significa que nosso produtor brasileiro é mais aberto ao uso da tecnologia”, frisou.

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