Polícia localizou armazéns utilizados por organização criminosa — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A 1ª Delegacia de Investigações Gerais (​Deic) de Santos, no litoral paulista, iniciou na manhã desta terça-feira (22) a segunda fase da ‘Operação Grão de Ouro’, com o objetivo de acumular documentos e demais indícios contra uma organização criminosa responsável pelo desvio de cargas de soja que chegam ao Porto de Santos. Ao todo, 25 pessoas são investigadas, e já foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão.

A operação é realizada em seis cidades (Assis, Lins, Salto Grande, Palmital, Lutécia e Ribeirão do Sul) do interior paulista. A primeira fase da ‘Grão de Ouro’ ocorreu em janeiro deste ano, e desde então os policiais descobriram que pelo menos 300 toneladas de soja que seguiam para exportação pelo Porto de Santos foram desviadas.

Segundo a polícia, carga de soja é adulterada por organização criminosa — Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com a polícia, 25 pessoas estão sendo investigadas, entre pessoas físicas e jurídicas, e 21 mandados de busca e apreensão já foram cumpridos. Os delegados responsáveis pela operação explicaram, em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (23), que estiveram em seis cidades do interior de São Paulo, em uma distância entre as extremidades de 200 km, com a participação de 40 policiais civis nesta segunda fase.

Segunda a polícia, foram encontrados diversos galpões onde a soja era adulterada. No esquema, conforme explicam as autoridades, os caminhoneiros que seguiam para o Porto de Santos com a soja original eram aliciados pela organização criminosa.

Polícia identificou diversos armazéns usados por criminosos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os caminhoneiros desviavam a rota e seguiam para esses armazéns nas seis cidades do interior paulista. Com a ajuda de misturadores e máquinas, era retirada grande parte da mercadoria e adicionado, por exemplo, farelo de soja, areia, ou a chamada soja peletizada, que é uma espécie de casca da soja que tem textura semelhante ao grão.

De acordo com a polícia, após esse processo, a carga chegava ao Porto de Santos e era exportada dessa maneira. Segundo as autoridades, há suspeita do envolvimento de funcionários de terminais e de empresas que fazem a testagem laboratorial da carga, antes de ela ser embarcada. As investigações prosseguem, e diversos documentos já foram apreendidos.

Polícia Civil busca coibir o desvio de cargas de soja que chegam ao Porto de Santos, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mais de 20 pessoas são investigadas pela polícia em esquema que desvia carga de soja que chega ao Porto de Santos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Operação é conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais de Santos — Foto: Addriana Cutino/G1

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