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Cavani abre as portas da sua casa para o Esporte Espetacular

Cavani abre as portas da sua casa para o Esporte Espetacular

O dia: 18 de julho. O horário marcado: 14h30 (de Brasília). O local: a zona rural de Salto, cidade que fica a 500 km de distância, ao norte, de Montevidéu. Perto da Argentina. A equipe: Richard Souza, repórter, Augusto Camara, repórter cinematográfico, e eu, Rodrigo Cerqueira, produtor. Nossa missão: entrevistar Edinson Cavani e mostrar como é a vida de um dos maiores ídolos do futebol uruguaio, o maior artilheiro da história do Paris Saint-Germain.

Ídolo por onde passa, consagrado. Um astro que tinha tudo para ser como os demais, mas que literalmente abriu a porteira da sua vida para o Esporte Espetacular. Neste domingo vamos contar e mostrar sobre o refúgio de Edi nos seus últimos dias de férias. Um craque da simplicidade e da humildade.

Atacante Cavani, do PSG, aproveita as férias em sua fazenda — Foto: Rodrigo Cerqueira Atacante Cavani, do PSG, aproveita as férias em sua fazenda — Foto: Rodrigo Cerqueira

Atacante Cavani, do PSG, aproveita as férias em sua fazenda — Foto: Rodrigo Cerqueira

Ao chegarmos no local marcado, ainda sem saber se estávamos onde deveríamos, paramos em uma porteira de uma fazenda. Sem qualquer referência ao dono, com o sinal do GPS já apresentando falhas. A preocupação era se o GPS continuaria nos auxiliando até chegar no endereço que tínhamos anotado. Na dúvida, liguei para Walter Guglielmone, irmão mais velho e empresário de Cavani. Estávamos no local correto, distante da cidade, no coração do campo.

Tão logo recebeu a ligação, Walter Guglielmone pediu para esperarmos onde estávamos, que ele viria ao nosso encontro. Apenas poucos minutos em sequência, dois carros apareceram no horizonte. Ao chegar, os integrantes desceram, todos vieram nos cumprimentar.

Um deles, vestido como um típico camponês, além de carregar uma boina na cabeça, era Cavani. Um aperto de mão e um “boa tarde”. Na sequência, passamos pela porteira da fazenda. E adivinha quem fechou, demonstrando toda simplicidade? Ele mesmo: Edi.

Cavani dá uma carona para a equipe do Esporte Espetacular em Salto — Foto: Rodrigo Cerqueira Cavani dá uma carona para a equipe do Esporte Espetacular em Salto — Foto: Rodrigo Cerqueira

Cavani dá uma carona para a equipe do Esporte Espetacular em Salto — Foto: Rodrigo Cerqueira

Seguimos até uma das casas da fazenda, descemos do carro e batemos um papo com todos. Imaginávamos que faríamos uma entrevista “comum”, com o personagem sentado, (microfone) lapela colocado na camisa, um local escolhido pelo mesmo. Já seria especial, se tratando de um uruguaio que é um dos maiores astros do futebol mundial, em seus últimos momentos de férias, abrindo sua casa para uma gravação com uma emissora brasileira.

Passado o primeiro contato, a primeira resenha, veio a sugestão.

“Podem deixar o carro aí, vamos seguir juntos (na camionete). Vamos até a casa onde nos reunimos com os amigos, passamos bons momentos”

Diante do convite, a oportunidade. Cavani entrou no carro, como motorista. Ao seu lado, Richard se sentou. Eu fui no banco de trás. Na caçamba, Walter Guglielmone e Augusto Camara. Antes, com a ideia de que poderia registar ótimos momentos, Camara instalou uma GoPro no vidro dianteiro do carro, na parte interna, de frente para Cavani. E “lapelou” logo o atacante. Ali começava nossa aventura, um dia inesquecível para todos.

Repórter Richard Souza entrevista o atacante Cavani — Foto: Rodrigo Cerqueira Repórter Richard Souza entrevista o atacante Cavani — Foto: Rodrigo Cerqueira

Repórter Richard Souza entrevista o atacante Cavani — Foto: Rodrigo Cerqueira

Cavani quebrou todos os “protocolos” de uma entrevista “comum” dos dias de hoje. Passou por outra porteira da sua fazenda e começou a falar do local, de quanto gosta de estar ali. Mostrou o caminho, as aves, o horizonte. Conversou todo o tempo com Richard como se fosse uma pessoa próxima. Falou da vida, dos amigos, da família, do carinho dos brasileiros. Dos pedidos dos gremistas para que jogue no clube. De quanto se sentiu querido e amado durante a Copa América do Brasil.

Dirigiu por trechos e atalhos da sua propriedade, perguntou se estávamos felizes com o título da Copa América. Lamentou a eliminação para o Peru nas quartas de final, apontou superioridade celeste no duelo.

“Coisas que passam no futebol”

Na chegada ao local que indicou, alguns amigos, a esposa com a pequena India (filha de poucos meses do casal) e o pai: Luis Cavani. Apresentou um por um, brincou. Disse que mesmo nas férias, na maior parte do tempo se fala de futebol em sua fazenda. Mostrou uma bola. Bateu bola, enquanto conversávamos sobre o local da entrevista. Gravamos com ele ao lado de uma das cercas, com todo o clima de fazendeiro que o cerca em Salto. A entrevista, claro, você acompanha neste domingo no Esporte Espetacular.

Cavani deixa helicóptero à disposição para um voo em sua fazenda — Foto: Rodrigo Cerqueira Cavani deixa helicóptero à disposição para um voo em sua fazenda — Foto: Rodrigo Cerqueira

Cavani deixa helicóptero à disposição para um voo em sua fazenda — Foto: Rodrigo Cerqueira

Na sequência da entrevista, uma oferta de Walter Guglielmone:

“Vocês não querem fazer um voo de helicóptero para fazer imagens?

Dois estavam pousados na fazenda. Pensei naquele convite, na verdade tentando ainda acreditar no que estava acontecendo. Estávamos muito tranquilos dentro do espaço de um astro. Até o helicóptero eles oferecem, é incrível! Nossa equipe aceitou, o embarque no aparelho foi imediato, o voo sobre a propriedade mostrou a grandeza de Cavani, o local que ama, o que o faz sentir-se tão bem.

Depois do pouso, uma resenha mais informal. Imagens de apoio feitas por Augusto Camara. Em determinado momento, ele mostrou para Cavani seus registros. O astro, abraçado a Camara, parecia uma pessoa “normal” se vendo na câmera após ser filmado. Sorria, demonstrava felicidade com o que havia sido registrado sobre sua vida.

Augusto Camara, repórter cinematográfico, mostra as imagens para Edi — Foto: Rodrigo Cerqueira Augusto Camara, repórter cinematográfico, mostra as imagens para Edi — Foto: Rodrigo Cerqueira

Augusto Camara, repórter cinematográfico, mostra as imagens para Edi — Foto: Rodrigo Cerqueira

Pouco depois era hora de ir embora, voltar para a cidade. Antes, a foto da “imprensa” para registar o momento incrível. Sugestão da foto? Na porteira. A porteira que Cavani abriu para mostrar sua vida e que fez questão de imortalizar em uma fotografia, um sujeito que faz da fama seu combustível para a simplicidade, que faz dos seus gols o passaporte para a felicidade ao lado de quem tanto ama. Que não esconde suas raízes, que troca as grandes cidades pela grande tranquilidade do campo. Que agradece pelo dia, quando poderia apenas dizer um até logo. Até breve, Cavani. Até domingo, no Esporte Espetacular!

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