Projetos para proteger animais maltratados e mata atlântica se destacam no interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Há 10 anos, uma moradora de Porto Feliz (SP) iniciou uma ação no mínimo nobre: resgatar animais de cativeiro, oferecendo abrigo em uma área de 25 hectares. São pelo menos 200 animais espalhados pelo instituto. Muitos, inclusive, foram resgatados do tráfico.

Uma das aves resgatadas vive sem a parte de uma das asas. Outra arara teve os olhos queimados com cigarro. Uma macaquinha vive assustada quando alguém chega perto. O comportamento desconfiado é resultado de muito tempo vivendo acorrentada em um cativeiro.

Raquel Vieira Machado é dermatologista na capital paulista e mantém o instituto. As aves e pequenos mamíferos que ali chegam são resgatados pela Polícia Ambiental e encaminhados pelo Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras).

Depois que chegam, vem a adaptação, que, segundo a médica veterinária Camila Andrejus, nunca é igual para todos. “É um pouco difícil, dependendo do caso”, diz.

Manter o instituto não sai barato e exige dedicação. Cuidar da limpeza, oferecer comida duas vezes ao dia, cuidados veterinários, entre outras tarefas estão dentro das despesas. O marido de Raquel, que é economista e administrador, Irlau Machado Filho, virou também o conselheiro do instituto para ajudar nessa questão.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 14/03/2021)

Projetos para proteger animais maltratados e mata atlântica se destacam no interior de SP
Projetos para proteger animais maltratados e mata atlântica se destacam no interior de SP

Projetos para proteger animais maltratados e mata atlântica se destacam no interior de SP

No município vizinho, em Salto (SP), o almoxarife Cleiton Barbosa de Carvalho e a analista de meio ambiente Nileide Senedezi estão na linha de frente para defender a natureza. Eles são voluntários do projeto “Observando os Rios”, da ONG SOS Mata Atlântica.

A rotina dos dois se inicia com o preparo da mesa com o que vão precisar para fazer a análise das condições locais do rio. Depois, vem a coleta de cima da ponte. O passo seguinte é fazer a análise da água com o uso de um reagente. Eles checam o PH, níveis de oxigênio, fosfato, nitrato e de coliformes fecais.

Cleiton e Nileide começaram o monitoramento em 2016. Eles fazem parte de um grupo de 3.500 voluntários em todo o Brasil. Juntos, acompanham as condições de quase 294 rios em 17 estados e no Distrito Federal, onde há presença da mata atlântica.

É a partir desse monitoramento que é possível adotar outras ações e, quem sabe, mudar as condições de um rio como o Jundiaí, que já foi considerado um rio morto e que, aos poucos, vem melhorando a situação.

Próximo ao leito, os voluntários observam o cheiro, a cor da água, se tem peixes e o lixo acumulado. Na terra, a presença de larvas é um indicativo de que a poluição está diminuindo.

O esforço de todos os voluntários é essencial para poder salvar os rios e, assim, garantir uma qualidade de vida melhor para os animais e colaborar para a preservação da natureza.

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