O secretário da Educação Rossieli Soares acompanhou nesta quinta-feira (10) o retorno das atividades presenciais em algumas escolas da rede estadual em São Carlos. Ao lado do subsecretário de Articulação Regional da Seduc-SP, Henrique Pimentel, e da Dirigente Regional de Ensino Débora Blanco, Rossieli passou pelas Escolas Estaduais João Batista Gasparin, Álvaro Guião, e Archimedes Mendes de Carvalho.

As escolas estão realizando atividades de reforço, recuperação, atendimento individualizado, entre outras ações de acolhimento. Desde terça-feira (8), as escolas estaduais estão autorizadas pelo Governo a retomar as atividades presenciais para recuperação e acolhimento, de forma gradual, respeitando os protocolos de segurança.

“Temos trabalhando com muita transparência de que não é negociável o cumprimento dos protocolos. Todas as atividades presenciais são cercadas de todo o cuidado. Nosso objetivo não é encher sala de aula, nem podemos. Temos atendido a algumas centenas de milhares de alunos e vamos chegar a uma média de 700 mil alunos na primeira semana somente em 128 municípios”, afirmou o secretário Rossieli Soares.

A dirigente de São Carlos, Débora Blanco, ressaltou que o propósito agora é alcançar os estudantes com dificuldade de se adaptar ao ensino remoto ou que tenham dificuldades de acesso à internet. “A gente pretende chegar a até 20% da capacidade de cada escola para que os professores consigam apoiar esse público, que estão precisando da nossa presença”, disse Débora.

No total, 128 municípios decidiram pela retomada. Entretanto, ela não é obrigatória e deve ocorrer mediante a escuta da comunidade. Os municípios são autônomos para interferir no calendário, embasados por dados epidemiológicos de suas regiões.

Regras para o retorno

Para retomarem as atividades presenciais, as unidades escolares precisam estar localizadas em áreas classificadas por pelo menos 28 dias consecutivos na fase amarela do Plano São Paulo.

As escolas estaduais que retornarem poderão receber, no máximo, 20% dos alunos por dia, independente da etapa do ensino. Já as redes municipais e privadas devem seguir o decreto do governo do estado que prevê o limite de 35% para educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, e 20% para anos finais do ensino fundamental e ensino médio.

A oferta de atividades deve ser planejada com a comunidade. Dentre as possibilidades estão: atividades de reforço e recuperação da aprendizagem; acolhimento emocional; orientação de estudos e tutoria pedagógica; plantão de dúvidas; avaliação diagnóstica e formativa; atividades esportivas e culturais. Prevê-se, ainda, a possibilidade da utilização da infraestrutura de tecnologia da informação da escola para estudo e acompanhamento das atividades escolares não presenciais para os alunos que não conseguem o fazer de suas casas.

Os estudantes que compõem o grupo de riscos devem permanecer em casa fazendo as atividades remotas. Também é recomendável que os profissionais que estejam neste grupo não retornem ao trabalho presencialmente.

Para garantir a segurança da comunidade escolar na rede estadual, a Seduc adquiriu uma série de insumos destinados tanto aos estudantes quanto aos servidores. São eles: 12 milhões de máscaras de tecido, 300 mil face shields (protetor facial de acrílico), 10.168 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel e 100 milhões de unidades de papel toalha.

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