Foi solto nesta sexta-feira (29) o funcionário público de Itu que vendia medicamentos abortivos e de uso controlado para colegas de trabalho e servidores de cidades da região, como Porto Feliz e Salto. A decisão foi tomada após o suspeito passar por audiência de custódia. 

Segundo o Tribunal de Justiça, a liberdade provisória foi concedida mediante pagamento de fiança no valor de R$10 mil, assim como o comparecimento do acusado a todos os atos do processo, a manter o endereço atualizado e proibição de sair de casa das 22h às 6h. Em caso de descumprimento, a prisão preventiva será decretada. 

O suspeito exercia cargo público em Itu e foi exonerado, de acordo com nota da prefeitura nesta sexta-feira. O legislativo afirmou que “apoia irrestritamente as investigações da Polícia Civil para que os acusados respondam criminalmente dentro dos rigores da lei”. A nota afirma ainda que não há nenhuma relação entre a Prefeitura e os atos ilícitos atribuídos aos acusados.

Já a Prefeitura de Salto, que consta no boletim de ocorrência que funcionários estavam comprando os medicamentos, disse por meio de nota que “irá aguardar conclusão das investigações e tomar providências cabíveis, se for o caso. Importante destacar que, até o presente momento, não há nenhum elemento que exija intervenção da Prefeitura de Salto”, escreveu.

O Jornal Cruzeiro do Sul também procurou a Prefeitura de Porto Feliz para esclarecimentos, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno. 

Relembre o caso

Um funcionário público de Itu foi preso na tarde desta quinta-feira (28) por portar e vender medicamentos usados para aborto e uso controlado. 

Segundo o boletim de ocorrência, os investigadores da Polícia Civil vinham recebendo há um tempo informações sobre a prática criminosa por parte do servidor municipal, mas a apuração era dificultosa porque o suspeito tomava muito cuidado para não ser descoberto.

Na tarde de quinta os policiais foram informados de que seria entregue um medicamento para uma mulher em um carro de luxo que estava estacionado próximo ao hospital municipal de Itu. O servidor receberia R$ 120,00 pela entrega.

Ao chegarem no local indicado, os policiais viram o carro e a suposta cliente com as mesmas características citadas na denúncia. Diante das evidências, a mulher que também é uma funcionária pública, disse aos policiais que a encomenda seria entregue no estacionamento do mercado municipal. Os investigadores foram até o local citado e encontraram um homem com um caminhão guindaste que pertence a prefeitura de Itu. O suspeito recebeu voz de prisão e precisou ser algemado para evitar que fugisse.

Com o funcionário público foram encontrados R$ 130,00, uma caixa de sibutramina – remédio usado para tratar a obesidade, pois aumenta rapidamente a sensação de saciedade, reduzindo a vontade de comer e evitando que sejam ingeridos alimentos e calorias em excesso. Além disso, este remédio também ajuda a acelerar o metabolismo, o que contribui ainda mais para a perda de peso; 4 comprimidos de Cytotec – medicamento abortivo.

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