Foto: André Roedel

Thiago Gonçales (PL), também conhecido como Adautinho, foi o candidato mais votado na eleição para vereador. Atual líder do prefeito Guilherme Gazzola (PL) na Câmara, ele vai para seu segundo mandato, tendo aumentado sua votação de 2016 pra cá – foi de 1.527 para 1.838 votos.

Filho do ex-vereador e atual secretário de Serviços Rurais Adauto Gonçales, Adautinho (ele diz que o uso do nome do pai no diminutivo não é política, pois muitos eleitores realmente pensam que é o nome dele) é casado e pai de dois filhos. Se interessou pela política logo cedo, acompanhando Adauto nas sessões e gravando vídeos para a internet.

Nascido em 1989, continuará sendo o vereador mais novo na próxima legislatura. Sua juventude foi sempre em seu reduto eleitoral: a região da Vila Leis, Rancho Grande e Vila Nova. Além do pai, seu tio-avó paterno foi Isaías Prieto, vereador na década de 1970. Ou seja: a política está em seu sangue. “Automaticamente você pega gosto”.

 Para ele, a política deve ser considerada um emprego no sentido de torná-la mais profissional. “Hoje eu gosto de participar, gosto de política. Demorei, mas agora estou estudando, porque eu quero seguir na minha vida”, conta Adautinho. Hoje ele cursa a faculdade de Ciências Políticas. “Quando você está dentro da política, você tem que ser um cara melhor. Não pode ser igual aos outros”.

 Seguir na carreira política não foi imposição paterna. “Eu pedi, na verdade. Ele nunca falou ‘você quer ser?’. Mas ele sempre me apoiou”, diz. Adautinho então concorreu em 2012 pela primeira vez, quando o pai foi candidato a vice-prefeito na chapa com Oswaldo Sonsini (então no PMDB). Ele obteve 1.534 votos, mais até que em 2016, mas não entrou por conta do quociente eleitoral. Hoje, é o mais votado.

 “Eu não esperava ser o mais votado. Eu tenho uma base de 1,5 mil votos, nas duas eleições que participei eu fiz isso, mas não é fácil”, comenta. Para ele, toda eleição é difícil, mas essa, por conta da pandemia, trouxe outros problemas, como a diminuição das visitas e reuniões. “Dificultou bastante”. Ele afirma que sua campanha foi mostrando o que fez, sem atacar ninguém.

 Para ele, o prefeito não terá problema com a nova composição da Câmara, pois os vereadores eleitos devem dar um voto de confiança ao chefe do Executivo – reeleito com mais de 32 mil votos. Porém, Gazzola terá que mostrar mais trabalho na visão dele. “Ele vai pegar o que ele está deixando. É um projeto que ele vai continuar dando trabalho”, afirma o edil, que irá se manter parceiro – principalmente na área rural, onde ele enxerga um grande potencial inclusive para a agricultura.

 O vereador celebra a vitória do PL (Partido Liberal) nas eleições, tendo feito prefeito, vice e três vereadores. “Não é um partido de aluguel”, disse ele, comentando que há uma solidez no diretório municipal da sigla. Em Salto, o PL elegeu Laerte Sonsin para prefeito – e isso será bom para as duas cidades, diz Adautinho, uma vez que os deputados darão maior atenção a elas.

 Ele também comemora a eleição de três mulheres para a próxima legislatura, mas espera mais. “Acho que falta essa representatividade. Não só de mulheres, mas acho que Itu precisaria de uma representatividade maior. É difícil as pessoas entenderem isso”, comenta, na esperança de uma diversidade maior, seja religiosa, étnica e sexual. “É algo difícil de a gente falar em uma sociedade conservadora”.

 Após um mandato participativo no dia a dia, Adautinho acredita que o papel do vereador é mais efetivo acompanhando as demandas na rua do que dentro da Câmara. Com o trabalho que foi o credenciando, ele agora quer ser uma liderança nova – e projeta novos voos. “Vou tentar a presidência da Câmara. É oficial. Tentei anteriormente, mas não consegui ter êxito”, afirma ele, que vai comandar a mesa de trabalhos no dia da posse.

  Ele já faz sua campanha. “Por isso eu tenho que falar com os outros vereadores. Eu vou pedir. Ao pessoal que vai ler a matéria, eu vou pedir apoio de todos os vereadores para ser o próximo presidente da Câmara com aval do prefeito”, afirma. Adautinho também crê que o fato de não ter divergência política com ninguém o credencia a ser candidato a presidente do Legislativo. “Estou preparado para esse desafio”.

 Para o futuro, ele quer estar mais preparado. “Vendo debate para prefeito, eu me vi mais preparado que muita gente lá”, comenta. “Claro que a gente almeja algo maior, eu estou estudando para isso. Estou buscando pessoas para me espelhar, como o próprio prefeito Guilherme. Acho que todas as pessoas têm que pensar no futuro. Eu quero fazer por merecer. Eu pretendo ser candidato a prefeito futuramente”, declara. “Eu posso contribuir mais com a política além de ser vereador”.

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