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Advogado teria pedido R$ 300 mil, em nome do vereador, para destravar projeto de lei, conforme denúncia do MP
Aeroporto de Sorocaba
Pista de taxiamento no Aeroporto de Sorocaba, objeto do projeto de lei que seria o motivo da extorsão. Crédito da foto: Erick Pinheiro (27/6/2018)

O advogado Jesse Metidieri, apontado pelo promotor Orlando Bastos como intermediário do vereador afastado Marinho Marte em uma denúncia de extorsão, negou que tenha cometido qualquer ato ilícito.

Em uma ação civil pública, movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), conforme a denúncia, ele teria participado de uma reunião, onde teria pedido R$ 300 mil, em nome do vereador, para destravar um projeto de lei. A iniciativa tratava da cessão de uma área pública no Aeroporto de Sorocaba. A ação civil publica foi protocolada na quinta-feira (19).

O advogado teve o nome ocultado em um texto publicado pelo Cruzeiro do Sul na edição de sábado (21) em virtude de não conseguirmos localiza-lo para comentar a questão na sexta-feira (20). A resposta veio por e-mail ainda na noite de sexta-feira, mas após o fechamento da matéria.

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Metidieri disse que estava se recuperando de uma cirurgia realizada nesta semana e que ficou sabendo da denúncia do MP por meio do Cruzeiro do Sul. “Até então não estava sabendo, mas não me surpreendo”, disse.

“Quero negar toda e qualquer acusação. Jamais participei de qualquer atividade ilícita em toda minha carreira. Gosto de pensar que gozo de uma boa reputação profissional. Não pesa sobre mim sequer uma punição ética. Sou sócio de uma banca de advocacia desde 2005, e temos uma atuação expressiva em nossa área”, rebateu.

“Esta ação cumpre o papel de apenas constranger e atacar a pessoa do advogado, para com isso ofender o próprio direito de defesa”, acrescenta.

Ele afirmou ainda que a relação que tem com o vereador afastado — Marinho Marte — é de cunho profissional. “Já advogamos para ele no passado, e recentemente impetramos um MS — Mandado de Segurança — a seu favor para recebimento de valores não pagos em sua exoneração. Não é coincidência que o Promotor tenha nos atacado”, afirmou.

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“O objetivo desta ação é de evitar que o vereador afastado receba os subsídios do cargo ao qual foi eleito, inclusive sabemos através da imprensa que ele se posicionou contrariamente”, opinou.

Ele criticou as alegações da Promotoria e falou em adoção de medidas cabíveis. “A mim cabe me defender na oportunidade e adotar todas as medidas cabíveis. Reitero portanto a afirmação que jamais cometi qualquer ilícito”, acrescentou.

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