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O acelerador linear está previsto para chegar em novembro e a casamata ficará pronta em janeiro
Equipamento de radioterapia do CHS deverá funcionar em fevereiro
Fachada do Hospital Leonor Mendes de Barros, que integra o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Crédito da foto: Emidio Marques (8/10/2019)

Pacientes dos 48 municípios que integram o Departamento Regional de Saúde 16 (DRS-16) passarão a contar com novo equipamento de radioterapia no primeiro semestre do ano que vem. De acordo com Aguinaldo Carlesse, diretor técnico do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), o acelerador linear deve chegar na cidade em novembro e toda a obra da casamata tem previsão de conclusão para janeiro, com o início dos atendimentos previstos para fevereiro.

O cronograma apresentado pela gestão do CHS é mais adiantado que o do próprio Ministério da Saúde, responsável pelo Plano de Expansão da Radioterapia, que já entregou o mesmo equipamento à Santa Casa de Misericórdia. Sorocaba aderiu ao programa em 2012 e deveria ter iniciado as obras em 2016, porém, segundo Carlesse, a antiga gestão do CHS não deu andamento aos trabalhos.

O Serviço Social da Construção Civil (Seconci-SP) assumiu a administração do CHS em novembro do ano passado e, de acordo com o diretor técnico, em dezembro o Ministério da Saúde apresentou a ordem de serviço.

“Quando chegaram aqui não tinha nada preparado para iniciar a construção e nós pedimos 30 dias para organizar tudo”, relembra.

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Segundo Carlesse, com a ajuda da Prefeitura de Sorocaba e do Ministério Público foi possível apresentar o relatório de impacto ambiental e iniciar as obras. “Estamos mais adiantados que o cronograma do programa federal e empenhados em não desperdiçar esse serviço que foi disponibilizado para a população”, disse.

Em 30 dias, relembra, foram cortadas as árvores necessárias para liberação da área da futura casamata e como compensação, o CHS se comprometeu a plantar mais de 800 mudas, o que já foi realizado.

Ampliar atendimento

Atualmente, informa Carlesse, o CHS tem aproximadamente 500 pacientes que tratam algum tipo de câncer e desse total, entre 30% e 40% necessitam de sessões de radioterapia. Com o novo equipamento em operação, de acordo com ele, mais 50 pessoas deverão ser atendidas mensalmente.

“Cada paciente faz, em média, 30 sessões de radioterapia”, informou. Os pacientes são encaminhados para o tratamento através da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS).

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O cronograma disponibilizado pelo Ministério da Saúde informa que 41% das obras da casamata já estão concluídas e a liberação para operação deve ocorrer até 7 de abril de 2020.

O custo total, com equipamento, solução, projeto e fiscalizações, será de R$ 17,35 milhões. Somente o acelerador linear custa R$ 2,3 milhões.

Atrasos

O Plano de Expansão da Radioterapia foi anunciado em 2012 e somente em 2015 foi apresentada uma data para início das obras da casamata. Um informe do Ministério da Saúde anunciava que os trabalhos começariam em 30 de outubro de 2016, com início das operações em março de 2018.

Em 2017 a situação do plano no hospital foi classificada como em “reanálise” e em novembro do mesmo ano foi feito um novo projeto básico. Entre janeiro e março de 2018 o Ministério da Saúde finalizou projeto executivo e realizou licitação para contratação da construtura que faria a casamata, orçada em R$ 6,1 milhões.

“Quando assumimos, no final do ano passado, foi necessário correr contra o tempo para não perder o projeto”, conclui Carlesse. (Larissa Pessoa)

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