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Exposição reúne 52 jornais impressos dos dois países que representam um “legado cultural”
Cruzeiro do Sul é destaque em mostra no Recife
A primeira capa do Cruzeiro do Sul, de 1.903, e outra deste ano estarão presentes na exposição que segue até 17 de novembro. Crédito da foto: Pedro Negrão / Arquivo JCS (7/8/2013)

Com 116 anos de circulação ininterrupta, o jornal Cruzeiro do Sul é um dos destaques da exposição “Jornais Centenários do Brasil e Portugal: um legado cultural”, que será inaugurada nesta quinta-feira (17), em Recife (PE). A mostra é organizada pela Associação Portuguesa de Imprensa (API) e realizada em parceria com a Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

O evento reúne 52 “guardiões da história”, conforme descreve Antônio Campos, presidente da Fundaj. São 18 publicações brasileiras e 34 portuguesas que “sobreviveram à revolução tecnológica do último século e conseguem manter o seu protagonismo nos dias de hoje, em meio à explosão de novas formas de comunicação”, salienta a Associação Portuguesa.

Em 30 painéis que ficarão expostos na Galeria Baóba — câmpus da Fundaj, no bairro Casa Forte — até 17 de novembro, os jornais centenários contam parte das histórias brasileira e lusitana por meio de suas páginas. O painel do Cruzeiro do Sul, por exemplo, mostra dois cenários distintos do País, o de 12 de junho de 1903, quando o jornal circulou pela primeira vez e firmou seu compromisso com o leitor, e 35.247 edições depois, no último dia 2 de outubro, ao denunciar o aumento da violência contra os idosos.

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Os maiores da língua portuguesa

Hoje, durante a inauguração da exposição para convidados, o presidente da Associação Portuguesa e representantes dos 10 maiores jornais daquele país, como, O Público, Jornal de Notícias, Diário do Sul e Região de Leiria, estarão presentes.

“Numa época de comunicação global, não podemos esquecer que um jornal é muito mais do que um conjunto de notícias, é um permanente pacto com o rigor e a ética, legando às gerações vindouras as suas raízes comuns. Por isso, essa exposição é mais um passo concreto para o reconhecimento das publicações periódicas em língua portuguesa”, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro.

Cruzeiro do Sul é destaque em mostra no Recife

Para o presidente da Associação da Imprensa de Pernambuco, Múcio Aguiar, a exposição representa, sim, uma mostra cultural e social. “A exposição que reúne dois países e uma só língua valoriza os jornais centenários como instituições que têm como objetivo serem a memória viva dos últimos séculos. Com essa mostra, a Associação da Imprensa de Pernambuco busca levantar uma reflexão da importância da preservação dos jornais centenários como patrimônio cultural”, afirmou o presidente da Associação da Imprensa de Pernambuco, Múcio Aguiar.

Referência regional

César Augusto Ferraz dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do Cruzeiro do Sul, considera ser de extrema importância para a “família Cruzeiro do Sul a participação em um evento como esse, que valoriza os jornais com mais de 100 anos de história”. Ele lembrou ainda que no Brasil são só 18 e o Cruzeiro do Sul se mantém como um dos maiores jornais do País.

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Para a Mariana Conti Ferreira, coordenadora de Marketing da FUA, é uma honra participar de um evento que prestigia os jornais centenários de língua portuguesa. “O jornal é um hábito de cultura e ler o Cruzeiro do Sul é, acima de tudo, um prazer ao intelecto daqueles a quem a atividade intelectual ainda conta”, destaca Mariana, acrescentando que “a existência do nosso jornal é baseada na confiança dos leitores que estão conosco há tantos anos”.

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O editor responsável do Cruzeiro do Sul, Valdecir Rocha Pinto, destaca que, apesar dos 116 anos, a cada dia o jornal se moderniza. Valdecir salienta que, apesar de priorizar os fatos regionais, o Cruzeiro não relega a segundo plano as principais notícias do País e do mundo. Como diz o seu slogan: “Atual como a notícia”.

A primeira edição do Cruzeiro do Sul foi às ruas no dia 12 de junho de 1903 e, desde então, o jornal não mais deixou de ser publicado.

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A partir de 1964, o jornal foi adquirido pela Fundação Ubaldino do Amaral e não parou de crescer, sendo referência não só para a Região Metropolitana, da qual Sorocaba é sede, como também para todo o Estado de São Paulo.

Desde 1998, o Cruzeiro do Sul tem a versão digital e hoje essa plataforma conta com mais de 1 milhão de usuários únicos ao mês e passam de 4,4 milhões as visualizações de páginas. (Da Redação)

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