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Desde os 14 anos, Roberto trabalhava em cartório com seu pai e, influenciado por ele, fez o curso de Direito
Missa homenageia juiz Roberto Aguiar
Roberto de Morais Aguiar faleceu no domingo. Crédito da foto: Acervo Familiar

Será realizada na tarde deste sábado (17), às 16h30, na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora do Colégio Salesiano, em Sorocaba, a missa de 7º dia do falecimento do juiz Roberto de Morais Aguiar. Roberto nasceu na cidade de Itapetininga, em 5 de outubro de 1943. Sua mãe, Vera de Morais Aguiar, em maio deste ano completou 100 anos de idade. Seu pai, Joaquim Aguiar, foi tabelião em Itapetininga e, posteriormente, tornou-se advogado.

Desde os 14 anos, Roberto trabalhava em cartório com seu pai e, influenciado por ele, fez o curso de Direito e formou-se na Universidade Mackenzie, em São Paulo, no ano de 1968, passando então a advogar, em sua cidade natal. Também, no início de sua carreira profissional, ministrou aulas de Direito do Trabalho, na Faculdade de Direito de Itapetininga (FKB), no início dos anos 70. Em janeiro de 1971, casou-se com Eliana Corrêa de Morais Aguiar, com quem constituiu família e teve três filhos: Patrícia, Rafael e Diogo.

Em certa ocasião, quando ainda advogava, ouviu seu pai Joaquim dizer à sua mãe Vera, que o grande sonho de sua vida era ter um filho juiz de Direito. Tendo seu genitor como maior ídolo e fonte de inspiração e referência, passou a ter como sonho o mesmo de seu pai. Assim, em 1976, foi aprovado no concurso público de ingresso à Magistratura Paulista, tornando-se juiz de Direito.

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Iniciou sua carreira como juiz substituto em Santos, e posteriormente judicou pelas Comarcas de Itaporanga, Cândido Mota e Ribeirão Preto, nesta última foi juiz auxiliar por quatro anos. Em seguida, promoveu-se para Sorocaba, onde inaugurou a 3ª Vara Criminal, que à época também acumulava as funções do então Juizado de Menores (hoje Vara da Infância e Juventude), fazendo um trabalho ímpar.

Em seguida, promoveu-se para São Paulo, sendo juiz auxiliar em Santana e, em seguida, titular da 7ª Vara Criminal, aposentando-se, posteriormente. Entre os anos de 1991 e 1994, novamente ministrou aulas na FKB, agora na cadeira de Direito Comercial e, entre 1994 e 2006, foi professor titular de Direito Comercial da Faculdade de Direito de Sorocaba (Fadi).

Por sua influência, os três filhos formaram-se em Direito, sendo que atualmente Patrícia é advogada, Rafael é promotor de justiça e Diogo é juiz de Direito. No último domingo (11), Roberto passou o Dia dos Pais em sua residência, em um almoço familiar, na companhia de sua esposa Eliana, de todos os filhos, noras, genro, netos e netas. Ao final da tarde, os filhos despediram-se de seu pai e, após cerca de duas horas, Roberto teve um infarto grave, sendo encaminhado à emergência do Hospital Unimed, onde não suportou e morreu.

Além do vasto currículo profissional, Roberto deixa como legado algo muito mais precioso, acrescenta a família. Foi um homem que ensinou aos seus filhos e àqueles que com ele conviveu, respeito ao próximo, simplicidade, humildade, honradez, caráter, dentre outros tantos atributos. Serviu de inspiração como profissional, marido, filho, avô, pai e, sobretudo, como homem, em vista de sua postura, sua humanidade e seus ensinamentos.

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“Assim por ter sido um homem diferenciado, foi amado e respeito por todos aqueles que tiveram a oportunidade de com ele conviver, razão pela qual inúmeros foram aqueles que estiveram em seu velório, despedindo-se pela última vez”, salienta a família. (Da Redação)

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