As ações da Eucatex registram um forte movimento de alta na bolsa nos últimos pregões. Em apenas três sessões, os ativos ordinários dispararam 607%, saltando 137,5% apenas na quarta-feira (18), a R$ 76,00. No ano, os ativos saltaram 703%.

A empresa, voltada à construção civil e à indústria moveleira, produtora de chapas e painéis de madeira, havia respondido a um questionamento da Bolsa no início de dezembro sobre a variação atípica de volume e ações da companhia, que é registrada desde meados de novembro. “Informamos que desconhecemos os motivos e as razões que levaram o mercado a realizar negócios envolvendo as ações desta companhia”, destacou na época.

O volume de negócios dos ativos também chama a atenção. Apenas nesta quarta, os papéis EUCA4 negociaram R$ 8,1 milhões, mais de 9 vezes a média diária de R$ 854 mil.

De acordo com um gestor que não quis se identificar, há algumas informações desencontradas sobre a companhia. Entre elas, indicações sobre possível venda de controle e notícias de que a própria família Maluf, controladora da empresa, estaria por trás das operações de compra. Isso teria chamado a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), através da denúncia de um fundo de investimento minoritário sobre as operações que estariam impulsionando os ativos.

A CVM afirmou, em nota, que “acompanha e analisa informações envolvendo companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário, mas que não comenta casos específicos.”

Procurada pelo InfoMoney, a Eucatex enviou o seguinte comunicado, através de sua assessoria de imprensa: “A diretoria da Eucatex informa que desconhece eventuais motivos que não os resultados apresentados pela empresa, relativos ao terceiro trimestre de 2019, já devidamente divulgados ao mercado. Não houve publicação de fatos relevantes no período. Ressalta, ainda, que o grupo de controle da companhia não está vendendo ou comprando ações, de qualquer classe, neste momento.”

A Eucatex é controlada pela família do político Paulo Maluf, que possui 59,8% das ações ordinárias. Fundos estrangeiros possuem cerca de 40% do capital votante, enquanto cerca de 0,23% está nas mãos das pessoas físicas.

Flavio Maluf é o presidente da companhia e Otavio Maluf é o vice-presidente, além de participarem do Conselho da empresa.

(Com informações InfoMoney)

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