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Prestes a iniciar seu terceiro mandato consecutivo, o deputado federal Roberto de Lucena (Podemos/SP) está otimista com os rumos do país após a eleição de Jair Bolsonaro como presidente.

Em entrevista ao Gospel Prime, o parlamentar explica que há um desafio para a bancada evangélica encontrar “o equilíbrio no momento em que o pais faz uma guinada à direita”. “Cheguei aqui em 2011. Vi um salto na Frente Parlamentar Evangélica, tanto na quantidade de membros, quando no protagonismo. A responsabilidade da nossa bancada é muito grande no momento em que o país deu uma guinada à direita”, explica.

Para o parlamentar, são novos tempos para os conservadores. “Temos um presidente da República que, numa mão tem segurado a Constituição e, na outra, a Bíblia. Os primeiros passos desse governo são passos que valorizaram a família e os valores que nós defendemos, seguidamente, com grandes batalhas aqui no Congresso Nacional.”

Lucena lembra que algumas pautas, como a PL-122 – que poderia colocar em risco a liberdade de expressão dos evangélicos – foi apenas um entre as centenas de projetos de leis que iam “contra a família e contra os valores cristãos”. Embora a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) tenha obtido vitórias importantes, é preciso fazer uma autoavaliação ao estabelecer os rumos para os próximos anos.

O deputado, que também é pastor da igreja O Brasil para Cristo, entende que, sob alguns aspectos, a bancada evangélica falhou. “Abrimos mão do protagonismo de fazer o enfrentamento à corrupção. A Igreja é a contracultura da corrupção.” Lembrando Efésios 4, assevera: “Aquele que roubava, não roube mais. Aquele que mentia, não minta mais”.

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Autor de um projeto de lei  que classifica a corrupção seja como crime hediondo e que prevê penalidades mais severas, Lucena advoga que o tema do combate à corrupção “não tinha de estar em Curitiba, nem na Polícia Federal”. Embora não tenha dúvidas de que“todas estas instituições fizeram bem o seu papel”, Lucena entende que a bancada evangélica “abriu mão dessa luta em prol de outros temas que não se mostraram tão imprescindíveis no processo de transformação do país”.

Olhando para o futuro imediato, destaca que “a bancada que está chegando tem uma oportunidade inédita de fazer um trabalho legislativo alinhado a um governo que pensa como nós, que defende a mesma agenda que nós: pró-vida e pró-família”.

O parlamentar do Podemos espera que, nessa nova legislatura [2019-2023], a bancada evangélica “saiba eleger seus novos compromissos e estabelecer a prioridade e lutar por ela, visando a recuperação do país, sem abrir mão dos valores que acreditamos”.

“A bancada é avalista da pauta conservadora. Mas esse momento somos convocados a assumir uma outra pauta, que não era nossa. Precisamos nos apropriar da defesa e da promoção da a justiça social. Esse é o grande desafio:  compreender o momento histórico do país e nos assumirmos o compromisso de defender a justiça em todas as suas formas”, insiste.

Brasil e Israel

Ele celebra o fato de que o novo governo, além de pautas morais conservadoras, propõe uma agenda “economicamente liberal” e, nas políticas externas, busca aproximação com aos EUA e Israel.

Aliás, a defesa do país que é berço do cristianismo é algo que Lucena vem fazendo há muito tempo. “Nosso governo votou contra Israel de maneira reiterada e sistemática na UNESCO, na ONU e teve uma posição de virar as costas para Israel então eu me lembro que levei ao então chanceler, Mauro Vieira essa demanda. Depois, levei aos chanceleres José Serra e Aloysio Nunes, e não tivemos sucesso”, conta.

Porém, ele está esperançoso após as declarações públicas de Bolsonaro sobre Israel. “Agora o Brasil mudou a postura. Isso envia uma mensagem clara ao mundo para onde estamos indo. É um fator de bênçãos para o país, porque temos com Israel além de vínculos diplomáticos, uma relação afetiva, histórica e espiritual. A grande maioria de nossa população é cristã e Israel é a segunda pátria de todo cristão. Eu acredito na bênção de Deus sobre aqueles que abençoam Israel”, encerra.

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