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Propriedade de P.A. pode virar santuário para animais em Araçariguama — Foto: Carlos Dias/G1 Propriedade de P.A. pode virar santuário para animais em Araçariguama — Foto: Carlos Dias/G1

Propriedade de P.A. pode virar santuário para animais em Araçariguama — Foto: Carlos Dias/G1

O sítio em Araçariguama (SP) do baterista Paulo Pagni, o P.A. da banda RPM, que morreu por complicações respiratórias no Hospital São Camilo, em Salto (SP), pode ser transformado em um santuário para animais. Segundo amigos e vizinhos, esse era o desejo do músico, que não tinha esposa e filhos.

A propriedade fica no bairro Cruz das Almas e foi onde o artista morou nos últimos 15 anos com os pais. Mesmo após a morte dos parentes, P.A. permaneceu na área, que tem estilo chalé, com cerca de mil metros quadrados e é cercada por mata e animais de estimação.

De acordo com o advogado pessoal do baterista, Denis Pedro Carvalho, ele gostava de animais e pediu ao amigo que transformasse o local em uma espécie de refúgio.

“É algo muito interessante e bonito, mas acredito também que é difícil. Teria que contar com muita ajuda, patrocinadores, voluntários. A ideia não foi descartada. Estamos pensando com muito carinho”, diz.

Paulo P.A. Pagni, era baterista da banda RPM — Foto: Divulgação Paulo P.A. Pagni, era baterista da banda RPM — Foto: Divulgação

Paulo P.A. Pagni, era baterista da banda RPM — Foto: Divulgação

Integrantes da banda e um vizinho estão cuidando dos animais do músico, entre cães e também um papagaio.

“Seus animais estão sendo cuidados e bem alimentados. Foram levados vários sacos de ração e recomendado a um cuidador contratado para que se mantivesse firme lá”, escreveu a banda em nota nas redes socais.

A dona de casa Cleusa Maria da Silva, vizinha do músico, conversou com o G1 na porta de casa, ao lado da cadela Montana, uma vira-lata deixada por P.A., que estava deitada em frente ao portão verde da propriedade.

“Um ser humano que nem ele acabar assim foi um choque. Era gente boa. Só era ruim para ele, porque não cuidava da saúde. Fiquei muito chateada. Ele era um homem maravilhoso.”

Cadela Montana foi deixada por P.A. e recebe cuidado de vizinhos — Foto: Carlos Dias/G1 Cadela Montana foi deixada por P.A. e recebe cuidado de vizinhos — Foto: Carlos Dias/G1

Cadela Montana foi deixada por P.A. e recebe cuidado de vizinhos — Foto: Carlos Dias/G1

Tratamento de depressão

Animais do baterista recebem cuidados de vizinhos em Araçariguama — Foto: Carlos Dias/G1 Animais do baterista recebem cuidados de vizinhos em Araçariguama — Foto: Carlos Dias/G1

Animais do baterista recebem cuidados de vizinhos em Araçariguama — Foto: Carlos Dias/G1

P.A. tratava a depressão desde 2017 no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Araçariguama (SP).

Ainda segundo o advogado do baterista, houve piora no quadro de depressão com o afastamento dos palcos com a pausa do RPM. Desde então, P.A. passou a ter acompanhamento médico e psicológico, inclusive com internação.

“Ano passado ele foi internado em uma clínica particular por 30 dias, sempre com apoio e custeado pela banda”, afirmou.

O período conturbado foi vivido de perto pelo vizinho e amigo Moacir Lopes, de 69 anos. O taxista lembra que o músico sofria com crises e alucinações antes de ser levado a uma clínica e tomar remédios.

Banda RPM publicou nota sobre falecimento do músico Paulo Pagni — Foto: Facebook/Reprodução Banda RPM publicou nota sobre falecimento do músico Paulo Pagni — Foto: Facebook/Reprodução

Banda RPM publicou nota sobre falecimento do músico Paulo Pagni — Foto: Facebook/Reprodução

Complicações respiratórias

Aos 61 anos, o baterista passou por complicações respiratórias e precisou ser internado no Hospital São Camilo, em Salto (SP).

No dia da morte, a banda da qual se tornou integrante em 1985 postou uma nota nas redes sociais lamentando a perda. Ele estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Cerca de 50 pessoas se reuniram no velório e no enterro, no cemitério municipal de Araçariguama, no domingo.

Os integrantes da banda RPM, Fernando Deluqui, Luiz Schiavon e Dioy Pallone, estiveram no enterro do amigo. O ex-vocalista Paulo Ricardo não esteve presente e publicou um texto nas redes sociais.

Paulo P.A. Pagni, da banda RPM, foi enterrado em Araçariguama — Foto: Ana Beatriz Serafim/G1 Paulo P.A. Pagni, da banda RPM, foi enterrado em Araçariguama — Foto: Ana Beatriz Serafim/G1

Paulo P.A. Pagni, da banda RPM, foi enterrado em Araçariguama — Foto: Ana Beatriz Serafim/G1

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