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Ao longo de décadas, a Copa São Paulo de futebol júnior tem sido responsável por revelar e promover e jogadores a clubes de destaque nos cenários nacional e internacional. Mas é bem provável que o atacante Felipe Estrella não esperasse dar um salto tão grande como o que deu após a Copinha de 2019.

Na última quinta-feira (30), a Ferroviária anunciou o empréstimo do jogador de 18 anos para a Roma (Itália), na qual reforçará o elenco sub-20. Detalhe: dois anos antes, Felipe Estrella nem mesmo havia iniciado sua trajetória a caminho do mundo do futebol profissional.

Nascido em Araraquara (SP) no dia 10 de janeiro de 2001, Felipe Estrella Galeazzi trilhou um caminho incomum no esporte: ao invés de procurar clubes ainda na juventude, foi procurado. No começo, observadores da Ferroviária observavam adolescentes em partidas pela cidade. Em uma dessas, encontraram Felipe e o convidaram – mas como o jovem tinha compromissos escolares, receberam uma resposta negativa.

“A gente prioriza bastante os atletas da cidade, da região. Estávamos acompanhando escolas, projetos, escolinhas. Vimos ele jogando certa vez, convidamos para vir para cá no meio das férias, mas ele não veio definitivo por causa da escola”, explicou Milton Costa, coordenador das categorias de formação da Ferroviária, ao UOL Esporte. “A gente tentou trazê-lo para cá no sub-15, mas ele estudava em uma escola, tinha bolsa e tudo mais, e acabou não vindo.”

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Só que pintou um segundo convite no segundo semestre de 2017. E desta vez, com o apoio da família, Felipe Estrella aceitou. No primeiro clube de sua vida, aos 16 anos, reforçou logo o time sub-17 da Ferroviária.

“É um menino que não tinha jogado ainda. Ele não jogou o sub-15 e chegou no meio do sub-17. Chegou bem ‘cru’, digamos assim. Ele tinha condições técnicas e físicas boas, tudo aquilo que foi visto na Copa São Paulo. Só que ainda não estava adaptado. Era um menino que só jogava bola pela cidade. Aí a gente identificou as virtudes dele e fomos trabalhando”, conta Milton.

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