Guilherme Del Campo
Cadeira nº 11 | Patrono Mario de Andrade

No mundo há tantas coisas que nos incomodam, que não tem como serem resolvidas, nem suprimidas. Estão estabelecidas, alicerçadas, fincadas ao solo com longas e tenazes raízes, destinadas à posteridade como símbolo do poder. Dessa maneira, só nos resta tolerá-las, fazer vistas grossas ou simplesmente ignorá-las.

Refiro-me a enorme quantidade de palácios nacionais, construídos por nossos governos a peso de ouro, para abrigar as mais variadas instituições, nem sempre idôneas, eficazes e honestas. Essa riqueza e dispêndio do dinheiro do contribuinte, são esbanjados a rodo, além de renderem “comissões” e as “escandalosas propinas”, enriquecendo a significativa parte da desonesta classe política.

Diariamente, assistimos pela mídia televisiva a imagem desses edifícios suntuosos e caríssimos por esse Brasil afora, que contrastam com a realidade da maioria da população brasileira. E aqui não estou mencionando a enorme quantidade de obras caríssimas e inacabadas,como escolas, centros de saúde, hospitais e até pontes e viadutos enormes ligando o nada a coisa nenhuma.

Assistimos perplexos a multidão de 140 milhões de desempregados e para ajudar a carência de oportunidades, a crise econômica, sanitária e educacional agravadas pela Pandemia, que não quer ir embora.

A Pandemia grassa a população brasileira e não poupa apenas os mais velhos, hoje registramos o elevadíssimo número de jovens atendidos em enfermarias e nas UTI’s, que não entenderam ou fizeram pouco caso do confinamento, o uso das máscaras, da higiene das mãos e do álcool gel. Estamos no mesmo barco, enquanto a vacinação por omissão ou incompetência arrasta-se a passos de tartaruga. 

O que nos deixa de coração partido e angustiado é o aumento da pobreza, dos excluídos como os moradores de rua que aumentam a cada dia, dos favelados, daqueles que pedem esmolas, a fome, inclusive crianças mal alimentadas e abandonadas.

O que salta aos olhos é o contraste no padrão de vida dos nossos governantes com mordomias absurdas e penduricalhos, acantonados em seus suntuosos palácios. E se não fosse a iniciativa em esforçar-se para conseguir vacinas (Butantan e Fiocruz) a situação estaria ainda pior.

Palácios que seriam motivo de orgulho nacional, se as populações tivessem melhores condições de vida, habitação decente, investimentos em saneamento básico, educação adequada e ensino profissionalizante reduzindo o desemprego.

Exemplifico aqui: Palácios do Planalto, da Alvorada, do Itamaraty, do Supremo Tribunal Federal, da Receita Federal, da Petrobrás, do Senado, da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas, Procuradoria Geral da República, entre outros, e não me refiro apenas a Brasília, os Palácios estão espalhados por todo o país.

ACORDA, BRASIL!!!

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