bullying, agressão física ou verbal repetida, é amplamente discutido e combatido nas escolas estaduais de São Paulo. Com a suspensão das aulas presenciais e uso da tecnologia para mediar o ensino, o cyberbullying, prática de bullying no ambiente virtual, se tornou também um alerta para as comunidades escolares. Em Indaiatuba (SP), os grêmios estudantis das escolas Professor Hélio Cerqueira Leite e Professora Suely Maria Cação Ambiel Batista se uniram para realizar um projeto de combate a essa prática.

Em videoconferência, as agremiações debateram o assunto e elaboraram dois projetos: uma cartilha com informações sobre como identificar e combater o cyberbullying e a criação do personagem marujo Sr. Hélional, que apoia estudantes vítimas da prática.

O estudante Bruno Eduardo, da Escola Professor Hélio Cerqueira Leite de Indaiatuba, avaliou como positiva a inciativa de unir forças entre as duas unidades “Foi, sem dúvida, uma junção muito boa e agradável e, além disso, a primeira vez que fizemos algo semelhante. O resultado não poderia ter sido melhor”, avalia.

A cartilha criada traz informações sobre o cyberbullying desde a origem, as definições e até como identificar a prática e combatê-la. O material também conta com depoimentos anônimos de vítimas. A aluna Gabrielly Vitória, da Escola Professora Suely Maria Cação Ambiel Batista, também de Indaiatuba, explicou o conceito da ação.

“A sociedade enxerga o bullying e o cyberbullying como algo menos grave e bem distante da nossa realidade. Por isso a importância da cartilha para que saibamos lidar com as informações quando essa situação estiver perto de nós”, salienta.

Mediação

As duas unidades contam com a figura do professor mediador, responsável pela solução de conflitos no ambiente escolar. Thays Gabrielle Wenzel Ferreira Cavaglieri é quem atua na escola Suely e ela ressaltou como a falta de conhecimento pode ocasionar a prática entre os alunos.

“Quando elaboramos o plano da melhoria da convivência escolar com foco na prevenção ao cyberbullying, identificamos como causas principais a falta de esclarecimento sobre o uso das redes sociais, os impactos causados pela violência cometida no ambiente virtual e a falta de empatia com o outro”, afirma. Na escola Hélio, o responsável pela mediação de conflitos é o professor Paulo Eugênio da Silva.

O personagem Sr. Hélional, criado pelos estudantes, é um marujo muito sábio, acostumado a navegar por águas turbulentas e está sempre preparado para enfrentar os perigos e ajudar a sua tripulação. Ele serve de apoio aos alunos que estão passando por alguma situação delicada. A ideia é que eles encaminhem a imagem do personagem para seus professores ou gestores que eles entenderão a mensagem e iniciarão uma conversa de apoio.

A ilustração foi feita pela aluna Fernanda Larroza. O personagem também pode ser encontrado com o perfil @helio_nial. “Nós temos alunos do Hélio e do Suely que estão responsáveis em manter essa rede e esse painel ativos como um espaço de troca entre todos. A Thays e o Paulo sempre nos apoiam e verificam as postagens”, explica Gabrielly.

Foto: divulgação.

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