Materiais apreendidos são levados para o Palácio das Polícias, no Centro de SP — Foto: Romulo D’Avila/TV Globo

Uma pessoa foi presa em Salto (SP) e uma aeronave foi apreendida no aeroporto de Jundiaí (SP), na manhã desta terça-feira (29), durante uma operação contra desvios de dinheiro público na área da saúde. Os mandados foram cumpridos pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba (SP).

De acordo com um balanço parcial divulgado, foram apreendidos R$ 709 mil em dinheiro e 34 prisões foram cumpridas até as 12h desta terça-feira.

Operação investiga desvio de dinheiro público na área da saúde

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A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Araçatuba (SP), por meio da Deic, e fez parte da Operação Raio-X, realizada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal do Pará, em vários estados.

O homem preso em Salto faz parte da administração de um hospital público da região e foi levado para a cadeia pública de São Roque (SP). Em seguida, será encaminhado para a Deic de Araçatuba, onde será ouvido.

Na casa dele foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos. Além disso, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa da namorada dele, em Botucatu (SP).

Já a aeronave apreendida, modelo Cessna, passava por manutenção no aeroporto de Jundiaí. Ela já foi liberada e levada para outro hangar. Ainda não se sabe de que forma o avião era utilizado no esquema de corrupção, nem se era alugado ou comprado.

Operação em cinco estados apura o desvio de dinheiro público destinado à Saúde

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Esquema de corrupção

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a investigação durou aproximadamente dois anos, período em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

O esquema envolve uma Organização Social (OS) que administra hospitais e clínicas em várias cidades do país. Os donos são suspeitos de pagar propina a agentes públicos para conseguir os contratos, que, em geral, são superfaturados.

Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de parlamentares de Agudos — Foto: Arquivo pessoal

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