Os dados sobre a covid-19 do Estado de São Paulo estão preocupando médicos e técnicos que defendem um pé no freio na nova flexibilização de medidas restritivas ensaiada pelo governador João Doria (PSDB), informa a coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, os profissionais de saúde temem que a terceira onda seja mais virulenta do que a verificada no começo do ano —já que partiria de um patamar muito maior de casos.

Entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro, quando a segunda onda começou a tomar impulso, o número de internados em UTI ficou em um platô de 5.900 pacientes durante três semanas, cita o jornal. Agora, estaria estacionado na média de 10 mil internados — com tendência de alta no número de casos e de internações.

De fevereiro a meados de março, o número de internados em UTIs dobrou e chegou ao pico de 12.961, diz a reportagem.

Se algo parecido acontecer nas próximas semanas, com um salto explosivo, os internados em tratamento intensivo podem ultrapassar em muitos milhares o pico atingido há dois meses, segundo a Folha.

Outra informação que assusta, segundo a jornalista, é a da lotação em UTIs, já no limite em algumas regiões. De acordo com projeções analisadas pelos médicos do comitê contra a covid-19 do governo de SP, as UTIs de Barretos e Araraquara, por exemplo, podem lotar em seis dias, diz o texto.

Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

Respirador hospitalar — Foto: Getty Images

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