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“Foi automático, nem parei para refletir. Só pensava nos meus três filhos e que eu deveria ajudá-la”. Um motorista do aplicativo Uber parou seu trabalho para socorrer uma mãe com uma filha doente, em São Gonçalo (RJ), nessa terça-feira (5). Ao BHAZ, Daniel de Oliveira Torres contou sobre o caso e que virou amigo de Bruna Silva Santos e da família dela.

Era o primeiro dia de Daniel, que também trabalha em um supermercado, como motorista de Uber. “Recebi o chamado da Bruna e por algum problema o aplicativo já iniciou, sem ela estar dentro do carro, por volta das 23h. Aí ela me ligou e pediu para eu cancelar, porque estava com a filha ardendo em febre, com quase 40ºC, e precisava chegar logo na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Eu pedi para ela me falar certinho onde estava que eu iria levá-la”.

Como já era tarde, Daniel conta que chegou bem rápido até a casa de Bruna, que estava com a pequena Letícia, de 3 anos, no colo. “Em 5 minutos já estava na porta [da casa dela]. Ela entrou com a filha e a mãe. Como a menina já estava passando muito mal, cortei todos os carros, semáforos, buzinei muito, tudo para chegar rápido até a UPA”, explica.

Durante o trajeto, a criança começou a vomitar no carro. “Falei com a Bruna que não precisava se preocupar. Chegamos na UPA com uns 8 minutos. Aí eu desliguei o aplicativo, estacionei o carro e fui entrar com elas. Expliquei para a Bruna que esperaria as três saírem da UPA e levaria elas para casa depois”, explica.

Gratidão
Ao BHAZ, a autônoma Bruna conta que, quando desceu do carro, insistiu em pagar R$ 60 para o motorista pela corrida e transtornos. Ela ainda pediu o contato do motorista para ressarcir o que faltasse depois. “A corrida tinha dado R$ 5,95, mas minha filha vomitou no carro e ele me contou que teria que trabalhar cedo no outro dia de manhã. Eu peguei o dinheiro, mas ele não aceitou. Disse para eu me preocupar só com a minha filha”, explica.

“A gente entrou na UPA e a Letícia teve que tomar soro, ser medicada, descansar. Durante todo esse tempo o Daniel ficou na sala de espera. Saímos já era mais de 1h e, mesmo assim, me deixou em casa. Não cobrou a corrida nem nada. Eu agradeci muito, disse que vou sempre orar pela vida dele”, conta Bruna.

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