SÃO PAULO — O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira uma parceria com a iniciativa privada para garantir a produção e distribuição de oxigênio para as unidades de saúde do estado. O acordo ocorreu após reunião realizada entre representantes do setor e o governador João Doria. No último sábado, uma unidade de pronto atendimento na Zona Leste da capital teve que transferir dez pacientes por falta de oxigênio.

No sábado, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmou que o problema ocorreu devido à falta de fornecimento pela empresa White Martins, principal produtora do insumo no país. A empresa nega que tenha havido problema no abastecimento de oxigênio.

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— Os fornecedores garantiram abastecimento de oxigênio para os leitos de UTI do estado de São Paulo e, além disso, a Ambev se prontificou a criar, em até dez dias, uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto e doar integralmente a produção, que será suficiente para 120 cilindros por dia. A Copagás também utilizará a sua frota de distribuição de botijão de gás para o transporte e logística de cilindros de oxigênio — afirmou o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM).

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, o principal desafio para o governo estadual é a mudança no tipo de fornecimento de oxigênio. Anteriormente, com o atendimento para Covid-19 focado nos hospitais, o insumo era abastecido em grandes tanques nesses estabelecimentos. Com a lotação de hospitais e a expansão de leitos de UTI para unidades de pronto atendimento, o fornecimento é feito com cilindros.

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— Fizemos uma expansão muito grande da nossa rede e, com isso, trouxemos esse desafio de ter oxigênio no formato de cilindros. Houve um pedido adicional para todas as empresas que tenham cilindros que possam nos apoiar nesse momento — disse a secretária.

No sábado, o secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo, Edson Aparecido, afirmo que o consumo de oxigênio na rede municipal de saúde como um todo triplicou de janeiro para março. O salto foi de 55 mil metros cúbicos diários para 178 mil.

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Além do fornecimento de oxigênio, o governo do estado também trabalha para evitar problemas no desabastecimento de medicamentos necessários para intubar pacientes com Covid-19. O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, criticou a falta de coordenação do Ministério da Saúde em relação a esses kits.

— É a a mesma (falta de coordenação) que houve em relação a vacinas e respiradores, uma vez que o país inteiro precisa desses kits. Era natural que o consumo aumentado promovesse risco de desabastecimento.  Nós oficiamos o Ministério da Saúde e optamos por fazer mudanças de protocolo, usando outros medicamentos disponiveis que possam garantir que essas pessoas possam se manter intubadas sem qualquer prejuízo na sua assistência — afirmou Gorinchteyn.

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O secretário, por outro lado, destacou alguns sinais de controle da doença após a decreto de fase emergencial que suspendeu o funcionamento de serviços não-essenciais no estado.

— Ttivemos na sexta-feira uma ocupação máxima de leitos de UTI em 71 municípios do estado de São Paulo. Hoje, esse número baixou para 61. Ou seja, dez municípios tiveram um recuo no limite de sua assistência, mostrando que as questões relacionadas ao distancamento diminuíram a sobrecarga no sistema de saúde — afirmou.

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