Pelo menos 20 casos de crime contra a mulher foram registrados na região em duas semanas

Pelo menos 20 casos de crime contra a mulher foram registrados na região em duas semanas

Pelo menos 20 casos de violência contra a mulher foram registrados na região de Sorocaba e Jundiaí (SP) entre o fim de dezembro e os primeiros dias de janeiro. Números que assustam e alertam para o papel de cada um, que pode contribuir para que esse tipo de crime seja combatido e os agressores fiquem presos.

Para a advogada Juliana Saraiva, especialista em direito penal, aquela história de “em briga de marido e mulher não se mete a colher” tem que ficar no passado. Quando a vítima não tem coragem de denunciar a violência, cabe à sociedade entregar o agressor à polícia para que a lei seja cumprida.

Em depoimento, a vítima disse que a agressão começou depois que ela questionou as frequentes ligações do companheiro para a ex-mulher. O marido espancou a médica, que está grávida de sete meses, por quase uma hora.

O agressor foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e ameaça, e vai ficar na cadeia até que o caso seja julgado.

No último domingo (13), Mateus Gabriel Henrique Fonseca foi preso com base na Lei Maria da Penha e vai responder em liberdade. Ele bateu na mulher duas vezes no mesmo dia, em Salto (SP). A Justiça concedeu medida protetiva à vítima para que o agressor não se aproxime dela. Se desrespeitar a lei, Mateus volta para a cadeia.

No ano passado, a Vara da Violência Doméstica concedeu 545 medidas protetivas, 109 a mais do que em 2017. A maior parte das decisões determinou que os agressores não se aproximassem das vítimas.

Em Itatiba (SP), um policial militar é suspeito de perseguir e atirar na ex-companheira. Ela estava com o atual namorado dentro do carro quando foi atingida no braço. Câmeras de segurança registraram a perseguição, que poderia ter terminado como mais um caso de feminicídio, que é quando a vítima é morta por ser mulher.

Já em Itupeva (SP), Elizângela Pereira de Almeida, de 34 anos, foi morta com mais de 20 facadas no início do ano. O suspeito é o ex-marido, Edvaldo da Silva, que foi preso. A vítima, que estava cansada das agressões e ameaças, deixou seis filhos.

Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial aponta que o Brasil deve levar quase 100 anos para diminuir a desigualdade de gênero entre homens e mulheres. Por outro lado, o investimento em políticas públicas e na educação pode ajudar a mudar esse cenário, quebrando aos poucos o chamado ciclo da violência, que ainda aprisiona tantas mulheres.

As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 da Polícia Militar ou pelo disque-denúncia da Secretaria de Políticas para Mulheres, no número 180.

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