Ao ler a notícia, na sexta-feira (14), de que as crianças com deficiência permanente começariam a ser vacinadas nesta segunda, Karina Razzú ficou feliz. Mãe  de um menino de 5 anos, que tem transtorno do Espectro autista, estava às 7h da manhã na UBS 1 – “Dr Carlos Vasconcelos Prado”, no Jardim Convenção, nesta segunda-feira.


“A enfermeira chefe nos disse que ele não poderia tomar a vacina porque não entra nas comorbidades elencadas no rol do ministério da saúde. Fiquei indignada, mas tentando resolver, apresentei a lei Berenice Piana, o laudo dele, o RG, e mesmo assim saímos sem a vacina, com ela nos dizendo que ia demorar para ter uma resposta se ia ou não liberar a vacina pra ele”, conta Karina.

 Ao sair do posto, ela entrou em contato com a vigilância epidemiológica do município. “Informaram, obviamente, que ele tem direito à vacina de COVID sim, que era para voltarmos na UBS para ele receber a vacina. Tive que voltar no posto as 9h, falaram que não tinham a vacina, mas eu disse que me falaram que tinha sim e ela me deu uma senha para o final da fila,  fiquei uma hora esperando, mas vacinou… “

A mãe relata que uma criança autista foi a primeira a ser vacinada no Maranhão. “As pessoas precisam entender e seguir a lei 12.764. A Prefeitura precisa colocar profissionais capacitados ou capacitar os funcionários, principalmente gestores da saúde, é um absurdo isso acontecer!”

Entramos em contato com a Secretária de Saúde e aguardamos retorno.

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